É comum que em diversas empresas as palavras “redução de custos” soe como algo negativo para os colaboradores. Afinal, em tempos de cortar despesas, há aquele pensamento de reduzir a folha de pagamento, o que nem sempre é a melhor opção.

Além de poder gerar um sentimento de desconfiança entre os colaboradores, você está perdendo a oportunidade de tornar eles parte do processo, alinhando toda a empresa e incentivando uma cultura de crescimento sustentável. Para empresas de alta eficiência, aproveitar todo o potencial para redução de custos sem reduzir o quadro de funcionários é essencial.

Um dos melhores meios de engajar os colaboradores a contribuírem para a redução de custos operacionais, principalmente com energia elétrica e telefone, é através de uma comunicação interna simples e eficiente. Quando há uma comunicação clara e seus colaboradores estão engajados, uma simples mudança de comportamento organizacional pode diminuir os custos das contas mais altas. Já imaginou o quanto é possível economizar quando todos os colaboradores entenderam a importância da redução de custos e trabalham juntos para fazer a empresa crescer de forma mais sustentável?

Sim, eu sei, falar que a comunicação é a principal ferramenta para engajar os colaboradores na redução de custos é fácil, mas como colocar na prática? Baseado na experiência com os clientes aqui na SocialBase, reuni algumas dicas para você aplicar na sua empresa e ver os resultados.

Sempre envolva os líderes nas ações

Assim como em outras estratégias de comunicação interna, o envolvimento das lideranças nas ações de redução de custos é essencial para a conscientização de todos os colaboradores. Eles serão os principais responsáveis por motivar os colaboradores e alinhá-los em prol do mesmo objetivo. Há poucas chances da empresa engajar nas ações se não verem seus líderes levando a eficiência da empresa a sério.

Além disso, os líderes são importantes na hora de definir metas de eficiência e mostrar quão importante é que a empresa tenha um crescimento sustentável, e como uma empresa eficiente na redução de custos pode auxiliar na ascensão profissional dos colaboradores. Se os líderes não estiverem engajados na causa, podem acabar formulando metas mal elaboradas, diminuindo a produtividade e as margens de lucro.

Se quiser saber um pouco mais sobre como os líderes são importantes para o engajamento dos colaboradores, temos um artigo excelente no blog Cultura Colaborativa sobre Lideranças na Comunicação Interna.

Conscientize cada equipe de sua parte

A responsabilidade na hora de reduzir custos e gerar uma operação mais rentável não é só de uma área. A boa comunicação interna é uma grande aliada da eficiência operacional, pois através dela é possível conscientizar cada área da sua parte nos custos. Com mensagens que alcancem e engajem o colaborador, eles poderão se envolver mais e buscar formas de reduzir custos em seus próprios processos.

Será que só o RH precisa se preocupar quando a empresa decide reduzir a folha de pagamento? Será que esta é realmente a área com maior custo?

Leia mais: Redução de custos: como o financeiro pode ajudar

As outras áreas devem ser informadas da necessidade de todos reavaliar seus processos e buscar oportunidades de melhores resultados com menores custos. Por exemplo, o Financeiro pode optar por apenas um sistema que agregue diversas atividades de rotina. Isso é uma redução de custos estratégica e apoiada pela comunicação interna. Para isso, ações de comunicação interna transparentes e um planejamento de custos inteligente podem ser as melhores ferramentas.

Utilize os canais de comunicação da empresa

Para potencializar os resultados das estratégias anteriores, é necessário estar ciente de qual é o melhor canal de comunicação para alcançar as pessoas. Você sabe por onde os colaboradores recebem melhor as mensagens? Se a resposta é não, a área responsável pela Comunicação Interna na sua empresa pode ajudar apresentando o plano de comunicação interna. Quando tiver ele em mãos, será muito mais fácil conscientizar a todos através de mensagens nos canais certos, seja ele qual for.

Aqui na SocialBase temos bons exemplos de campanhas de conscientização na nossa Rede Social Corporativa. Como os funcionários estão conectados e interagindo, a nossa cliente ALESC – Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina – teve facilidade na hora de divulgar sua campanha de redução de uso de copos plásticos e papel. Ainda foi possível mensurar o resultado da ação, já que a ferramenta analisa o alcance e engajamento da campanha, e também sugere insights.

Afinal, por onde começar?

Depois de tantas considerações e dicas, fica a dúvida: por onde começar? Principalmente no começo, a integração entre áreas e colaboradores é essencial para o sucesso das ações de redução. Busque quem dentro da sua empresa pode ajudar você a construir um plano de ação colaborativo, definindo como a comunicação ajudará na execução dele.

Mas então, como sua empresa está lidando com isso? Vocês estão conscientizando e engajando os colaboradores na causa para reduzir os custos? Comente aqui e vamos continuar a conversa sobre esse assunto!

 

Escrito por Lucas Ferreira

Publicitário com experiência em Produção de Conteúdo e Design, atualmente faz parte da equipe de Customer Growth da SocialBase e escreve para o blog Cultura Colaborativa, um dos principais blogs brasileiros sobre comunicação interna.

Eficiência Energética

Será que a sua empresa usa bem a energia que compra? A Eficiência Energética é um tema que vem sendo debatido há diversas décadas e busca encontrar formas de utilizar melhor a energia, isto é, produzir mais com menos energia (kWh/produto).

Isso porque qualquer atividade e processo produtivo na sociedade moderna só é possível com a utilização intensiva de alguma forma de energia, seja ela energia luminosa, energia térmica, energia elétrica, etc.

No que diz respeito exclusivamente a energia elétrica, que pode ser consagrada como a forma de energia mais utilizada na sociedade e nos processos produtivos, sua principal forma de utilização é transformá-la em outras formas de energia, como energia luminosa (lâmpadas), energia motriz (motores elétricos), energia térmica (aparelhos de ar condicionado, refrigeradores e aquecedores).

Como parte da energia elétrica utilizada por cada equipamento para a realização do seu trabalho é perdida, principalmente devido a equipamentos não ideais, como as lâmpadas incandescentes, é preciso ter atenção ao modo como a energia está sendo utilizada para poder reduzir custos com esse insumo.

Assim, por definição, eficiência energética consiste da relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. Ou seja, eficiência energética é uma atividade que busca melhorar o uso das fontes de energia.

O uso racional da energia elétrica também pode ser tido como uma definição de eficiência energética, pois a utilização da menor quantidade de energia possível, tanto técnica quanto economicamente, para a obtenção de produtos e serviços através da eliminação de desperdícios e uso de equipamentos mais eficientes.

Por que investir em Eficiência Energética

O principal benefícios de se investir em eficiência energética é que as empresas conseguem reduzir de forma significativa os custos com energia elétrica no final do mês, já que o uso da energia comprada será mais eficiente.

Investimentos em eficiência energética trazem ainda maior competitividade para a empresa dentro do seu ramo de atuação, podendo baratear o seu processo produtivo e alcançar melhores preços do seu produto dentro do mercado.

Além disso, como todas as empresas sempre pensam em crescer e prosperar, a adoção de práticas de eficiência energética podem possibilitar seu crescimento sem a necessidade de uma readequação da infraestrutura interna da empresa, até mesmo mudança em grupos tarifários ou a necessidade de mudança no nível de tensão de atendimento, o que acarretaria em compra de novos transformadores e dispositivos de proteção e medição.

O que usar para ter Eficiência Energética?

Dentro da linha de ação tecnológica, buscando uma maior eficiência energética, pode-se destacar o uso de equipamentos mais eficientes e linhas de inovação tecnológica.

Avaliar a possibilidade investimentos em novas tecnologias de iluminação, como substituição por lâmpadas de menor potência, mas mantendo o nível de serviço luminoso, pode auxiliar a reduções consideráveis do consumo de energia elétrica.

Em empresas com grande utilização de força motriz, a utilização de motores de alto rendimento e bem dimensionados pode também representar uma importante linha de ação. Além, claro, de investimentos em equipamentos de ar condicionado e demais equipamentos de uso intensivo com selo “Classe A” no PROCEL, que são os equipamentos mais eficientes do ponto de vista de consumo energético.

Geladeira com Selo PROCEL de Eficicência Energética

Dentro dos recursos tecnológicos e de inovação vale destacar as novas plataformas de eficiência energética que vêm ajudando vários consumidores a reduzir seus gastos com energia elétrica de maneira expressiva.

Um exemplo é a plataforma da Beenergy, que analisa faturas e hábitos de consumo de energia das empresas e sugere ações simples, como mudança de modelo tarifário e nos contratos de demanda, que podem reduzir até 30% nos custos com energia. Clique aqui para conhecer a plataforma.

Quando usar?

Além de saber o que usar, é importante saber quando usar. Por exemplo: para os consumidores do Grupo A e consumidores do Grupo B que aderirem a tarifa branca, paga-se tarifas diferentes pelo consumo da energia em diferentes horas do dia, que são conhecidos como os períodos de ponta e fora de ponta (Grupo A); e os períodos fora ponta, intermediário e ponta (Grupo B) cujo objeto já foi abordado no conteúdo sobre Tarifa Branca.

Deslocando-se a utilização desses equipamentos para outros períodos, além de contribuir com a utilização de usinas de geração mais baratas e menos nocivas ao meio ambiente, o consumidor consegue reduzir seus gastos com energia pelo fato de pagar tarifas menores.

Leia mais: Bandeiras tarifárias: o que são e como se preparar para elas

Além desse deslocamento, também pode ser avaliada a viabilidade econômica da utilização de grupos geradores para esses períodos onde a energia é mais cara.

Com implantar ações de Eficiência Energética?

O incentivo à adoção de hábitos de consumo mais eficientes, além de reduzir os gastos com energia elétrica, ainda contribui ambientalmente com o planeta, cujos benefícios superam as questões econômicas.

Leia mais: Por que fazer gestão de energia: 4 benefícios e vantagens

É muito importante, por exemplo, que a empresa utilize os equipamentos conforme as especificações do fabricante, para evitar que o uso incorreto impacte no aumento do consumo de energia.

É importante, portanto, que as empresas desenvolvam projetos e programas que incentive seus colaboradores a usarem a energia de forma mais eficiente. É possível, por exemplo, fazer palestras sobre uso eficiente de energia e usar a comunicação interna como meio para mudar os hábitos de consumo de energia dos funcionários.

Ao sair, apague a luz!

Algumas empresas são especialistas em ajudar outras organizações a implantarem as ações de Eficiência Energética. Caso você esteja a procura de um parceiro para ajudar a sua empresa a se tornar mais eficiente, dê preferência para aquelas que seguem uma metodologia clara e objetiva com base nos preceitos da ISO 50.001.

Conclusão

Percebe-se que a eficiência energética é de extrema importância tanto do ponto de vista econômico quanto também do ponto de vista social e ambiental. Do ponto de vista econômico, maiores índices de eficiência energética se traduzem em menores gastos com energia e maiores vantagens competitivas.

Do ponto de vista social o impacto é sentido pela própria qualidade de vida, como por exemplo, evitando a poluição (ponto de vista ambiental) por conta da utilização de usinas termelétricas, a qualidade do ar é melhorada e demais adversidades por conta disso (problemas respiratórios, chuva ácida, etc.) são mitigados.

Para saber mais e ter acesso a mais dicas e como executar passo a passo um programa de eficiência energética entre em contato com a Beenergy! Temos um time de especialistas prontos para sanar suas dúvidas.

O Mercado Livre de Energia elétrica ou Ambiente de Comercialização Livre (ACL) é um ambiente onde os consumidores podem escolher livremente seus fornecedores de energia, exercendo o poder de portabilidade de sua conta de energia. No ACL, os consumidores e fornecedores negociam livremente as condições do contrato, como quantidade e período de suprimento.

A opção tradicional dos consumidores é adquirir energia elétrica no Ambiente de Contratação Regulado (ACR), mais conhecido como Mercado Cativo. Toda a energia contratada pelos consumidores neste ambiente é feito via distribuidora e está sujeito às tarifas fixadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), não podendo ser negociadas. Todos os consumidores residenciais encontram-se nesse mercado, por exemplo.

Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL), cerca de 60% da energia consumida pelas indústrias do país é adquirida no Mercado Livre de Energia. Esses consumidores buscam principalmente a redução de custos com energia elétrica, além de uma maior previsibilidade na fatura de eletricidade.

Quem pode comprar no Mercado Livre?

Existem dois tipos de consumidores nesse mercado: os tradicionais e os consumidores especiais.

  • Consumidores tradicionais possuem no mínimo 3.000kW de demanda contratada e podem obter energia de qualquer fonte de geração. Caso esse consumidor tenha se conectado à rede elétrica antes de 7 de julho de 1995, deve ser atendido em tensão superior a 69kV, caso tenha sido após esta data, poderá ser alimentado em qualquer nível de tensão. Entretanto, essa demanda mínima contratada sofrerá redução para 2.500 kW em 1º de Julho de 2019, e para 2.000 kW em 1º de Janeiro de 2020.
  • Consumidores especiais possuem demanda contratada maior que 500 kW e menor que 3.000 kW, independente do nível de tensão. Podem contratar energia proveniente apenas de usinas eólicas, solares, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Como migrar para o Mercado Livre de Energia

Para os consumidores especiais, ainda é possível efetuar a comunhão de cargas para consumidores com mesmo CNPJ ou localizados em área contígua (sem separação por vias públicas).

Essa comunhão visa atingir o nível de demanda mínimo de 500 kW e é interessante principalmente para uma rede de supermercados, por exemplo, onde cada uma das unidades pode possuir níveis de demanda contratada inferiores a 500 kW, e, unidas, somar 500 kW e se tornar consumidor livre.

Vantagens do Mercado Livre

Poder de Escolha

O consumidor toma as decisões referentes a compra de energia, podendo escolher a fonte desejada e seus fornecedores.

Esse poder de escolha é vantajoso porque o consumidor pode negociar melhores preços e taxas com cada fornecedor e, assim, reduzir consideravelmente seus custos com energia elétrica.

Competitividade

A concorrência entre geradores e comercializadores pelo atendimento aos consumidores torna o ACL um mercado mais competitivo, aumentando a eficiência e reduzindo os preços da energia.

Além disso, com a diminuição dos gastos com energia elétrica, as empresas reduzem os custos totais de seus processos produtivos, barateando seus produtos e aumentando sua própria competitividade no mercado.

Flexibilidade

As condições de contratação de energia são negociadas livremente entre as partes envolvidas através de contratos bilaterais.

Os preços, prazos de suprimento, quantidade, fonte de geração, forma de reajuste, sazonalidade, flexibilidade podem ser ajustados conforme negociação entre o agente vendedor (comercializadora ou gerador) e comprador (consumidor livre/especial).

Previsibilidade

Com o contrato firmado, o consumidor passa a ter um maior controle sobre seu gasto com energia elétrica, uma vez que sabe o valor que vai pagar por cada MWh de energia elétrica consumido.

Além disso, os riscos associados a mudanças repentinas nas revisões de tarifas de energia no Mercado Cativo não impactam os consumidores livres, uma vez que os preços são definidos em contrato.

Como a energia é distribuída no Mercado Livre de Energia

Após o consumidor ter migrado do mercado cativo para o mercado livre, este permanece conectado a rede de distribuição da concessionária local, ou seja, vai continuar sendo atendido da mesma maneira.

A energia que compra da usina geradora ou de um comercializador é apenas um contrato legal, a energia que será efetivamente entregue virá de outra unidade geradora através das redes da distribuidora, isto é, não será construída uma linha de transmissão de sua unidade consumidora até o gerador ou comercializador.

Portanto, como este consumidor ainda irá utilizar a rede da distribuidora, deverá pagar por esse uso, que é conhecido como Tarifa do Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). Ou seja, o consumidor ainda receberá em sua casa a fatura da concessionária cobrando pelo uso do sistema de distribuição, apenas.

Outra fatura que este consumidor livre irá pagar é pela energia. Esta energia será faturada pelo preço negociado em contrato entre o consumidor e a geradora ou comercializadora.

Um ponto de atenção no mercado livre é que o consumidor deverá ter a capacidade de fazer previsões do seu consumo, para uma melhor contratação de energia. Caso haja déficit de energia, este consumidor estará sujeito a tarifas de energia no Mercado de Curto Prazo (MCP) que podem ser muito maiores que as firmadas em contrato, ou ter energia sobressalente e perder dinheiro tendo que vendê-la a preços inferiores ao que foram pagos em contrato.

Desejo ser Livre, o que fazer?

Após analisar a viabilidade de migração e suas vantagens, segue abaixo um resumo do que deve ser feito para se tornar um consumidor livre ou especial.

  1. Avaliar os requisitos de tensão e demanda: é preciso ter demanda contratada entre 500 kW e 3.000 kW (lembrar de futuras alterações). Além disso, verificar o nível de tensão, já que consumidores ligados antes de 07/07/1995 devem ter nível de tensão igual ou superior a 69 kV;
  2. Verificar o contrato vigente com a distribuidora: o contrato de compra de energia regulado firmado com a distribuidora tem prazo de 12 meses e deve ser rescindido com 6 meses de antecedência para a data pretendida de migração.
  3. Estudo de viabilidade econômica: realizar estudo comparativo com as previsões de gastos com mercado livre e mercado regulado para um determinado prazo, visto que após a migração, caso o consumidor deseje voltar ao mercado regulado, a distribuidora tem um prazo de 5 anos para aceitar seu retorno.
  4. Carta de denúncia de contrato com distribuidora: caso decida pela migração, o consumidor potencialmente livre deverá denunciar seu contrato de fornecimento de energia no ambiente regulado. Caso queira antecipar a migração, deverá arcar com as multas rescisórias estabelecidas em contrato.
  5. Comprar energia no ACL: após a migração deve-se efetivar os contratos de compra de energia no ambiente livre (CCEAL) ou contrato de compra de energia incentivada (CCEI). Estes contratos podem ser firmados com comercializadores, geradores ou outros consumidores (contratos de cessão).
  6. Adequar o sistema de medição (SMF): o consumidor deverá arcar com os custos de adequação do seu sistema de medição de energia, para que os dados de consumo sejam automaticamente enviados a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) para a contabilização e liquidação financeira do mercado livre de energia elétrica.
  7. Adesão à CCEE e modelagem de contratos: o último passo, portanto, é a adesão à CCEE passando a ser um agente do mercado livre, e fazer a modelagem e aprovação dos contratos firmados com os agentes vendedores de energia do mercado livre.

O Mercado Livre de Energia apresenta várias vantagens com relação ao mercado regulado (ACR). Dentre as vantagens pode-se destacar uma maior flexibilidade, maior controle dos gastos com energia elétrica, maior competitividade e poder de escolha.

Porém, viu-se que os consumidores livres devem ter a capacidade de acompanhar e prever constantemente seus consumos de energia elétrica, para uma melhor contratação de energia e evitar exposição ao Mercado de Curto Prazo, que poderia acarretar em penalidades por parte da CCEE ou perdas de dinheiro com falta ou sobra de energia.

Como economizar se não é possível migrar

Para os clientes que não possuem os requisitos mínimos para migrar ao mercado livre, ainda é possível alcançar excelentes resultados fazendo uma boa gestão de energia.

Correções de demanda contratada, controle de consumo em horário de ponta, excedente de energia reativa, dentre outros, podem ser controlados e monitorados por boas plataformas de gestão de energia.

Além disso, reduzindo seus custos com energia a empresa terá mais capital para investir em seu crescimento, podendo, com o passar dos anos, alcançar os requisitos para migração ao mercado livre, e o histórico de consumo salvo será um grande aliado dentro das operações no ACL.

A Beenergy fornece soluções para que consumidores do Mercado Cativo também possam reduzir até 30% dos seus custos. Clique aqui para falar com nosso consultor e descobrir o potencial de economia na sua empresa.

A tarifa branca é uma nova opção tarifária para os consumidores de baixa tensão (Grupo B), geralmente residências e pequenos negócios que recebem energia em 127, 220, 380 ou 440 Volts, e para aqueles atendidos em alta tensão (Grupo A), optantes da tarifa de baixa tensão. Com a adesão da tarifa branca, os consumidores residenciais e comerciais pagarão diferentes tarifas pela energia, dependendo do dia da semana e da hora de utilização.

A Tarifa Branca entrou em vigor no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2018 e está sendo disponibilizada para as unidades consumidoras de forma gradual. Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), inicialmente esta opção tarifária estava disponível apenas para os consumidores de baixa tensão com consumo médio mensal acima de 500 kWh.

A partir de 2019 foi permitida a migração de consumidores com consumo médio mensal acima de 250 kWh. A partir do próximo ano todos os consumidores, independente da média de consumo, poderão optar por essa tarifa.

Por que a Tarifa Branca foi criada?

Esta nova modalidade tarifária tem relação direta com os custos da produção, transmissão e distribuição de energia elétrica, que variam dependendo do dia e do horário de consumo.

Como já mencionamos aqui no BLOG, o consumo de energia elétrica varia ao longo do dia. No período da madrugada o consumo é baixo, a maioria das pessoas encontram-se dormindo e os equipamentos da sua empresa encontram-se desligados, provavelmente.

No começo da manhã o consumo de energia começa a aumentar quando a empresa começa a entrar em funcionamento e as pessoas a ligarem seus equipamentos residenciais.

Durante o horário do meio dia o consumo volta a diminuir com a saída dos funcionários para o horário de almoço, e no final da tarde, quando o expediente chega ao fim, é onde se encontra o maior pico de consumo de energia elétrica no Brasil. É nessa hora que a população volta para casa e liga um grande número de equipamentos, desde televisores até condicionadores de ar.

Com base nessas variações e para incentivar os consumidores a deslocarem seu consumo para os horários de menor demanda de energia que esta nova modalidade tarifária foi proposta.

Como funciona a Tarifa Branca

Durante os dias úteis a tarifa branca terá três postos tarifários:

  • Ponta: quando há maior demanda de energia;
  • Intermediário: geralmente uma hora antes e uma hora depois do horário de ponta;
  • Fora ponta: quando a demanda por energia é menor.

Esses períodos são definidos pela Aneel e são diferentes para cada distribuidora, devido às peculiaridades de cada região de operação. Confira aqui os períodos tarifários de cada distribuidora.

Nos finais de semana a tarifa de energia não sofre alteração, ou seja, é a mesma para todas as horas do dia, e é mais barata que a tarifa convencional.

Veja o comparativo entre a Tarifa Branca e a Tarifa Convencional:

Tarifa Branca e Tarifa Convencional

Fonte: Aneel

Segundo a Aneel, antes da criação da tarifa branca os consumidores de baixa tensão contavam apenas com a tarifa convencional, que possuía um único valor de tarifa (R$/kWh) cobrado pela energia consumida, independente do dia e horário.

Leia mais: Bandeiras tarifárias: o que são e como se preparar para elas

Com a introdução da Tarifa Branca, a intenção é criar condições favoráveis para os consumidores deslocarem o seu consumo de energia elétrica dos períodos de ponta para os períodos intermediário e fora de ponta. Isto visa a melhor utilização das redes de transmissão e distribuição do sistema elétrico, reduzindo a necessidade de expansão do sistema.

Antes de migrar para a Tarifa Branca…

Caso o consumidor opte pela tarifa branca e continue utilizando energia nos horários de pico, segundo a Aneel, o valor pago no final do mês pela energia elétrica pode até aumentar.

Deslocar o uso de chuveiros elétricos e condicionadores de ar do horário de ponta e intermediário para os períodos de menor demanda (manhã, início da tarde e madrugada) traz benefícios não apenas para o consumidor, mas para o sistema elétrico como um todo.

É importante, portanto, que o consumidor, antes de optar pela migração para a tarifa branca, conheça seus hábitos de consumo, para evitar surpresas no final do mês.

Quanto maior a flexibilidade do consumidor em deslocar seu consumo de energia para os períodos fora de ponta, maiores serão os benefícios dessa modalidade tarifária. Caso seu consumo se concentre nos horários de ponta e intermediário, sem possibilidade de deslocamento, o valor da fatura pode até subir.

Como aderir à Tarifa Branca

Para aderir à tarifa branca, basta o consumidor formalizar sua opção junto à distribuidora, caso contrário, continuará no sistema convencional.  Vale lembrar que a tarifa branca não se aplica aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública.

Caso o consumidor perceba que sua migração não foi vantajosa, este pode solicitar junto à distribuidora local o seu retorno a tarifa convencional. O prazo para a distribuidora retornar o consumidor ao sistema convencional é de 30 dias. Caso este queira novamente retornar a tarifa branca, deverá aguardar um período de carência de 180 dias.

Para evitar descontentamentos com a migração, o consumidor deve comparar as duas tarifas e simular o seu consumo com base em seus hábitos atuais e verificar a possibilidade de deslocamento do mesmo. Clique aqui para fazer sua simulação no site da Copel.

Conclusão

Portanto, nada mais sensato que se planejar e efetuar um bom planejamento e estudo dos hábitos de consumo, para evitar descontentamentos e conseguir atingir a redução de custos com energia que é tão visada nos dias atuais.

Simular seus hábitos de consumo considerando as duas tarifas nem sempre é uma tarefa de fácil execução, mas pode render bons resultados. Utilizar plataformas de gestão de energia e alguns check-lists de redução de gastos pode auxiliar nesse processo, tornando seu estudo mais simples, fácil e descomplicado.

A partir de 2015, as contas de energia elétrica passaram a ter mais um componente: as Bandeiras Tarifárias. O Sistema de Bandeiras Tarifárias foi instituído pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e foi criado com o intuito de alertar os consumidores e sinalizar para estes os custos reais da geração de energia elétrica.

Esse sistema é composto por três modalidades distintas de bandeiras: bandeira verde, amarela e vermelha. Esta última, por sua vez, ainda é subdividida em dois patamares, bandeira vermelha patamar 1 e patamar 2. Elas indicam se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final em função das condições de geração de energia elétrica.

Segunda a ANEEL, cada modalidade apresenta as seguintes características:

Bandeiras tarifárias

Entenda as bandeiras tarifárias

Todos os consumidores cativos conectados às suas respectivas distribuidoras serão faturados pelo sistema de bandeiras tarifárias. Com exceção daqueles conectados a distribuidoras que pertencem a sistemas isolados, ou seja, não conectados ao SIN (Sistema Interligado Nacional).

O valor das bandeiras tarifárias é revisto anualmente pela ANEEL, e este valor é o mesmo para todo o território nacional. Contudo, como sofre incidência de impostos estaduais e federais, o valor final faturado pode variar de estado para estado para o item de Bandeira Tarifária.

Leia mais: Gestão de energia elétrica: o que é e como fazer

Durante meses chuvosos, os reservatórios das hidrelétricas conseguem armazenar água, e com isso a geração de energia pode ser predominantemente feita por essas usinas, que são mais baratas, e resultam na bandeira tarifária verde. Nos meses mais secos, principalmente durante o inverno, as hidrelétricas estão com seus reservatórios em níveis mais baixos e as usinas termelétricas acabam por aumentar a sua geração. Como produzir energia por termelétricas é mais caro, essa extra é compensado pelas bandeiras tarifárias amarela ou vermelha.

Como se preparar para mudanças

Mas se esta é uma cobrança a mais na fatura de energia elétrica, também é possível se programar para a sua mudança. No final de cada mês a ANEEL divulga qual será a bandeira tarifária do mês seguinte.

A partir de então é possível intervir com ações simples de economia de energia para evitar o pagamento de montantes expressivos com esse tipo de cobrança.

Calendário de bandeiras tarifárias

Além disso, em meses de bandeiras amarela e vermelha é importante redobrar a atenção nos maiores vilões da energia elétrica. Para as residências, a primeira atenção recai sobre os chuveiros elétricos, principalmente porque são utilizados por longos períodos durante o inverno (geralmente épocas de seca e que a bandeira tarifária costuma ficar mais cara).

Nas empresas, os sistemas de ar condicionado e aquecedores são os que mais impactam na conta de energia elétrica, por isso é importante fazer manutenções periódicas e ter atenção para que o ambiente possa manter a temperatura ideal. Nos supermercados, é preciso ainda ter atenção aos sistemas de refrigeração e iluminação.

Outra forma de reduzir o custo com energia elétrica nos meses de bandeiras amarela e vermelha é analisando as faturas e observando se a empresa está pagando multas, se é necessário rever contratos de demanda etc.

Conclusão

Sendo assim, percebe-se que o prazo para se adaptar a nova bandeira tarifária que estará em vigor no mês seguinte é apertado. A ANEEL faz esta divulgação apenas na última semana do mês anterior. Esta divulgação leva em consideração o regime de chuvas que ocorreu e que está previsto para o mês seguinte, e é avaliado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) através do PMO (Planejamento Mensal da Operação).

Cabe portanto, ao consumidor, adaptar-se rapidamente a nova bandeira tarifária do mês seguinte através da elaboração rápida de um plano de economia de energia e eficiência energética.

Contudo, sabe-se que estes planos não são de rápida construção e implementação, e entra aqui também a importância de um bom sistema de Gestão de Energia Elétrica. Através de ações pensadas exclusivamente para sua empresa é possível um constante processo de melhoria dos níveis de eficiência energética, estando sempre pronto para as revisões tarifárias e buscando continuamente economia de energia e redução de custos no processo produtivo, se preparando e evitando as surpresas com as mudanças de bandeira tarifária.

E aí, pronto para acabar com as surpresas com a cobrança das bandeiras tarifárias?

Você já percebeu que na conta de energia da sua empresa, se ela opera em alta tensão (Grupo A), sempre aparecem valores para consumo na ponta e fora de ponta? Você sabe o que é isso e por que é tão importante você dominar esse conceito? Acompanha com a gente!

O consumo de energia elétrica varia ao longo do dia. No período da madrugada o consumo é baixo, a maioria das pessoas encontram-se dormindo e os equipamentos da sua empresa encontram-se desligados, provavelmente.

No começo da manhã o consumo de energia começa a aumentar quando a empresa começa a entrar em funcionamento e as pessoas a ligarem seus equipamentos residenciais. Durante o horário do meio dia o consumo volta a diminuir com a saída dos funcionários para o horário de almoço, e no final da tarde, quando o expediente chega ao fim, é onde se encontra o maior pico de consumo de energia elétrica no Brasil. É nessa hora que a população volta para casa e liga um grande número de equipamentos, desde televisores até condicionadores de ar.

Sua fatura veio alta por causa do consumo na ponta? Podemos te ajudar! Clique aqui e fale com a gente.

Mas e o que isso tem a ver com a sua empresa? Para os consumidores do Grupo A, ou seja, atendidos em alta tensão, a tarifa de energia elétrica e demanda é diferente durantes esses períodos de menor e maior consumo. Essa foi uma forma de incentivar as empresas a deslocarem o consumo nos horários de pico de consumo para os horários de menor consumo.

Vamos entender agora de forma prática cada tipo de período e tarifa e como ela impacta na conta de energia da sua empresa.

Período Fora Ponta e Tarifa Fora Ponta

O período fora ponta compreende o período do dia onde o consumo de energia elétrica é mais baixo, ou seja, a capacidade máxima das linhas de transmissão de energia está longe de ser atingida. Durante este período, as tarifas de energia elétrica e demanda não sofrem nenhum acréscimo. Isso ocorre principalmente para estimular o consumo durante essas horas do dia, refletindo num maior aproveitamento da capacidade das linhas de transmissão.

O período fora ponta compreende, geralmente, o intervalo das 00:00 às 17:59 e das 21:00 as 23:59, embora esse período possa variar de concessionária para concessionária.

Período de Ponta e Tarifa Ponta

É o período de três horas consecutivas, exceto sábados, domingos e feriados nacionais, definido pela concessionária, em função das características de seu sistema elétrico. No caso de Santa Catarina, por exemplo, a Celesc adota o período das 18:00 às 21:00.

Durante este período, o valor da tarifa de energia elétrica e demanda chega a três vezes o valor da tarifa cobrada nas demais horas do dia.

Este aumento nas tarifas ocorre principalmente para estimular o consumo de energia elétrica durante outros períodos do dia (período fora ponta), o que acarretaria em linhas de transmissão melhor dimensionadas para o atendimento da carga, sem necessitar de um sobredimensionamento para atendimento da demanda por energia elétrica apenas dentro deste período de 3 horas.

Por que é importante conhecer esses períodos

Como você pôde ver, o consumo de energia elétrica durante o período de ponta é bem mais caro que o consumo fora da ponta, em decorrência da tarifa de energia elétrica atingir até 3 vezes o valor de tarifa fora ponta. Conhecer o perfil de consumo da sua empresa permite, portanto, além de um melhor controle de consumo, evitar o consumo de energia elétrica durante este período em que a energia é mais cara.

Leia mais: Como economizar energia elétrica na sua empresa

Além de evitar o consumo, este pode ser deslocado para outros períodos do dia, ficando sujeito a tarifa fora ponta (bem mais barata).

Caso não se possa deslocar esse consumo ou parar as atividades durante essas três horas, a possibilidade e viabilidade de instalação de um grupo gerador pode ser indicada (mediante avaliação técnica e econômica).

Outra possibilidade é a troca de modalidade tarifária, uma vez que a Tarifa Horo Sazonal Verde (THS Verde) apresenta tarifas de consumo na ponta maiores que a Tarifa Horo Sazonal Azul (THS Azul). Em contrapartida, a THS Azul cobra também pela demanda da ponta, ao contrário da THS Verde, em que a cobrança de demanda é única para todas as 24h do dia.

Conclusão

Para que a sua empresa consiga reduzir custos com energia elétrica, conhecer seu perfil de consumo e avaliar o consumo de energia na ponta e fora ponta é de extrema importância e pode trazer resultados satisfatórios com ações simples de serem implementadas.

Através de uma boa gestão de energia e implementação de ações que levem a uma maior eficiência energética, atrelada a um acompanhamento constante do perfil de consumo, é possível detectar o consumo excessivo de energia elétrica nos períodos de ponta e avaliar ações que devem ser tomadas para contornar esse gasto, seja através de deslocamento do consumo para outros períodos do dia, utilização de grupo gerador ou mudança da estrutura tarifária.

Sistemas modernos de gestão de energia podem lhe apresentar todas essas informações de maneira rápida, prática, organizada e simplificada.

E aí, qual é o perfil de consumo da sua empresa? Quer saber se você poderia estar economizando? Fale com a gente e lhe ajudaremos a entender sua fatura.

Por que fazer gestão de energia

A gestão de energia é o meio correto e eficiente de se controlar e reduzir o consumo energético das organizações. Isto porque a gestão de energia permite reduzir os custos com este insumo, que se encontra com um preço cada vez mais elevado. Em alguns casos, a gestão de energia eficiente pode levar a uma redução de até 30% na conta de energia.

A otimização de processos é mais uma vantagem da implantação da gestão da energia nas organizações. Para ser mais competitivo, é preciso produzir mais e melhor, com o menor custo possível, e geralmente a energia é a principal vilã para que isso ocorra.

Outro benefício da gestão de energia é que ela ajuda a reduzir emissões de gases do efeito estufa já que, reduzindo-se o consumo, evita-se a produção de energia elétrica por termelétricas que são altamente poluentes.

Redução de custos

Empresas que implementam a gestão de energia e a fazem de forma eficiente geralmente são as que colhem melhores resultados para o negócio. Isso porque um dos principais resultados dessa gestão é a redução de custos. Esta redução advém tanto de ações no uso final da energia, como também em ações do ponto de vista regulatório e tarifário.

Por exemplo, é possível já conseguir uma boa redução na conta de energia apenas identificando dados nas faturas de energia que podem ser otimizados, como a demanda contratada, consumo na ponta e multas por fator de potência.

Dentro das ações no uso final da energia temos as ações de controle no consumo energético dos equipamentos, que podem variar desde operações de manutenção mais frequentes e utilização destes equipamentos de maneira mais consciente, evitando desperdícios de energia elétrica.

Melhoria nos processos produtivos

A boa gestão de energia também ajuda a otimizar os processos produtivos da organização, porque para que seja possível utilizam melhor a energia é preciso mudar hábitos e processos.

Máquinas podem estar se deteriorando e processos específicos de produção se tornando obsoletos com o passar dos anos e passarem despercebidos pelos operadores e gestores. É possível que já existam maneiras mais otimizadas de realizar uma atividade da sua empresa que consuma menos energia, por exemplo.

A gestão de energia é uma prática que deve ajudar as organizações a perceberem esses problemas rapidamente e a corrigi-los antes que causem mais prejuízos. Isso só é possível porque já existem orientações práticas e profissionais sobre como deve ser implementada a gestão de energia nas empresas, o que deu origem à ISO 50001.

Empresa mais sustentável

Outro impacto positivo de uma maior eficiência energética – resultado da boa gestão de energia – é a redução nas emissões de poluentes na atmosfera. Isto é possível porque com processos produtivos otimizados as empresas poderão produzir mais sem necessariamente precisar aumentar a necessidade do consumo de energia elétrica.

Leia mais: Gestão de energia elétrica: o que é e como fazer

Ainda, com o uso mais eficiente da energia, o sistema elétrico nacional não precisará recorrer ao uso das termelétricas (altamente poluentes), o que evitaria o despejo de poluentes e emissões de gases de efeito estufa.

Um benefício de ser uma empresa mais sustentável é o impacto positivo na imagem da organização perante a sociedade, o que gera valor para a marca e aumenta seu valor de mercado, além, claro, as recompensas financeiras, já que haverá ganhos operacionais e possivelmente aumento na produção.

Gestão de equipes mais eficiente

Assim como em qualquer área da organização, ter uma boa gestão é muito importante para ganhar produtividade e entregar bons resultados. Com a energia não é diferente. A gestão eficiente ajuda a ter controle dos processos de redução de custo com energia e mitigação de risco, além de indicar onde é necessário intervir para melhorar.

Gestão de equipe com a Beenergy

Para o gestor é essencial ter uma ferramenta de apoio, tanto operacional quanto estratégica. Com a utilização de um bom sistema de gestão de energia, as equipes de gestão podem alcançar melhores resultados, já que geralmente automatizam muitas das atividades que ainda são manuais em várias empresas, como a gestão de faturas e a organização das atividades de rotina que precisam ser executadas para manter a eficiência energética na empresa.

Conclusão: por que fazer gestão de energia?

Elencados esses fatores percebe-se que como benefício secundário, mas tão importante quanto estes já levantados, é o aumento da competitividade. Essa competitividade advém principalmente de processos produtivos otimizados ao menor custo, gerando assim maior renda, que se investida em ampliação da capacidade e eficiência gera ainda mais renda.

É por isso que a gestão de energia deve ser um esforço contínuo para encontrar novas oportunidades de economia, atacá-las e acompanhar seu progresso na obtenção de resultados de economia de energia contínuas. Gerir o consumo de energia deve ser visto como um investimento e não um gasto, mas os resultados com certeza serão muito melhores se esta estiver sempre presente e integrada nos processos normais da organização.

Além disso, com o constante avanço tecnológico, as oportunidades de redução e controle da demanda de energia elétrica vêm se mostrando cada vez mais acessíveis. Já existe a possibilidade de participação de programas governamentais e programas de resposta da demanda, que buscam um mercado de energia e uma operação do sistema elétrico cada vez mais econômica e eficiente.

Os sistemas modernos de gestão devem permitir a digitalização do gerenciamento de energia, desde a coleta de dados até os níveis de planejamento, análise de indicadores de desempenho, execução e eficientização. Devem implementar funções que facilitem o acesso à informação, processos e práticas por todos os responsáveis pelo processo, que sejam de fácil entendimento e execução, para tornar o processo de gestão e eficiência energética cada vez mais simples para todos.

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O papel do departamento financeiro deve ir muito além da execução eficiente de rotinas administrativas e financeiras. Para se tornar estratégico nas organizações, precisa estar atento às oportunidades que estão ao seu alcance para ajudar sua empresa a aumentar as receitas ou a reduzir custos.

Neste artigo trouxemos as 4 formas mais eficientes para que o financeiro possa ter um papel mais ativo no processo de redução de custos nas empresas.

1- Negociar com fornecedores

As empresas estão constantemente comprando produtos e contratando serviços para que possam manter suas rotinas. Geralmente, cada área da organização faz seus orçamentos com fornecedores e decidem o vencedor de acordo com critérios próprios, mas é o departamento financeiro o responsável pelo fechamento do contrato e pagamento dos boletos. É nesse momento que o departamento financeiro se torna estratégico.

Em empresas com foco de crescimento em todas as áreas, o departamento financeiro tem metas e objetivos claros para conseguir o melhor preço possível com os fornecedores. Geralmente há uma pessoa especialista nessa área, geralmente uma área de compras, cujo foco é negociar descontos ou formas de pagamentos mais atraentes.

Em casos em que não é possível reduzir o custo da contratação de um serviço ou compra de um produto, o departamento pode ainda conseguir melhores condições contratuais, como exclusão de cláusula de fidelidade ou suporte personalizado, o que vai ajudar a área usuária a ser mais eficiente no uso do produto ou serviço.

2- Controlar despesas

Quando um serviço é contratado, além da negociação inicial, o departamento financeiro deve ficar atento para as oportunidades de redução que podem surgir ao longo da prestação de um serviço. Um exemplo é fatura de energia elétrica.

Um departamento financeiro focado na redução de custos não recebe e paga a fatura de energia elétrica simplesmente, ele analisa cada item da conta e seu histórico de cobrança para perceber como é possível economizar.

Nas faturas de energia elétrica, principalmente nas empresas que operam em alta tensão, é comum que as empresas paguem multas por excedente de reativo ou mesmo sejam cobrada por uma energia que já foi paga anteriormente, o que facilmente poderia ser evitado caso alguém ou alguma ferramenta fizesse essa análise constantemente.

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3- Otimizar processos

Às vezes estamos há tanto tempo realizando os mesmo processos que nem nos damos conta que provavelmente já existam formas ainda mais eficientes de realizá-los. Seja contratando novas ferramentas ou mudando hábitos, otimizar processos, principalmente os de rotina, é uma excelente maneira de evitar o desperdício de tempo e, por consequência, de dinheiro na organização.

Além disso, com processos mais eficientes, o departamento conseguirá fazer ainda mais para reduzir custos ou mesmo aumentar receitas, sem que seja necessário aumentar o time. Portanto, fique sempre por dentro das novidades da área e faça benchmark com profissionais que são referência no seu setor para reproduzir as boas práticas na sua empresa.

Um processo que pode ser otimizado é o da análise das oportunidades de redução de custos com energia elétrica. Em algumas empresas já existe a preocupação com a redução desse custo, no entanto o trabalho manual realizado para passar os dados para planilhas do Excel e depois analisá-los acaba não compensando no final das contas.

Uma maneira de evitar esse trabalho e ainda conseguir economizar na fatura de energia no fim do mês é contratando uma ferramenta que faça a gestão de faturas e das oportunidades de redução, como a ferramenta da Beenergy.

4- Capacitar o time de vendas

Outra forma que o departamento financeiro pode atuar para impactar positivamente nos resultados da empresa é capacitando o time de vendas para que eles aprendam a lidar com os departamentos financeiros das empresas para quais eles vendem.

Em empresas em que o financeiro será o usuário da ferramenta, é importante que o time de vendas entenda o comportamento do profissional dessa área para que ele possa superar todas as barreiras de negociação e fechamento de uma venda.

Em outros casos, o financeiro pode ser o último a “bater o martelo” na negociação de um serviço ou produto, e caso o vendedor não saiba lidar com essa situação, a venda pode ir por água abaixo. Nesses casos, é importante que o vendedor seja capacitado no sentido de aprender a negociar e consiga fazer uma venda que valha a pena para ele e para o cliente.

Conclusão

O departamento financeiro das empresas há muito tempo deixou de ser apenas um executor de rotinas administrativas e financeiras. Agora ele é visto como uma área estratégica, que deve atuar de forma direta no bom desempenho financeiro das organizações.

Um profissional dessa área que deseja se destacar, precisa, portanto, ser proativa e estar constantemente atuando para ajudar sua empresa a reduzir custos ou mesmo para aumentar receitas. Se você é esse profissional e está procurando novas oportunidades de redução de custo para a sua empresa, fale com a gente.

A ISO 50001 é a norma de Gestão de Energia, reconhecida mundialmente, que estabelece um sistema para que seja implantada a Eficiência Energética dentro das indústrias, instalações comerciais e em empresas como um todo.

Essa ISO existe para realizar, de forma mais eficiente e correta, o gerenciamento de energia dentro das empresas e melhorar a integração com o meio ambiente, por meio de um consumo consciente da energia, redução das emissões de gases, realizando eficiência energética e aproveitando da melhor maneira possível os recursos.

O que é a ISO 50001

De acordo com o Guia NBR ISO 50001 de Gestão de Energia, a norma foi desenvolvida pelo ISO Technical Committee (TC) 242 – Energy Management e publicada em 15 de junho de 2011. No Brasil quem disponibilizou essa norma foi a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e é denominada como ABNT NBR ISO 50001.

Em 2015 houve uma revisão da ISO 50001 com a intenção de incorporar à norma uma estrutura padrão dos sistemas de gestão da ISO – a Estrutura de Alto Nível (High Level Structure- HLS) – e assim ter uma melhor relação entre a estrutura do PDCA e os elementos do HLS agregados em sua estrutura.

Para dar maior suporte à aplicação da norma e facilitar seu entendimento, foram criadas normas adicionais, focadas também em Gestão de Energia.

  • ABNT NBR ISO 50002 – Diagnósticos energéticos – Requisitos com orientação para uso;
  • ABNT NBR ISO 50003 – Sistemas de gestão de energia – Requisitos para organismos de auditoria e certificação de sistemas de gestão de energia;
  • ABNT NBR ISO 50004 – Sistemas de gestão de energia – Guia para implementação, manutenção e melhoria de um sistema de gestão de energia;
  • ABNT NBR ISO 50006 – Sistema de gestão de energia – Medição do desempenho energético utilizando linhas de base energética (LBE) e indicadores de desempenho energético (IDE) – Princípios gerais e orientações;
  • ABNT NBR ISO 50015 – Sistemas de gestão de energia – Medição e verificação do desempenho energético das organizações – Princípios gerais e orientações.

O objetivo é conseguir reconhecer internacionalmente, dentro da empresa, a aplicação da eficiência energética junto às práticas de gestão e manufatura, em qualquer segmento.

Como funciona a ISO 50001?

A ISO 50001 foi desenvolvida para que sua implantação seguisse o modelo do ciclo do PDCA – Planejar, Executar, Verificar e Agir.

Ciclo PDAC da ISO 50001

Primeiro deve-se realizar uma pesquisa dentro da própria empresa, levantando em consideração as características energéticas de todas as áreas. Após esse estudo já pode-se implementar o PDCA, conforme as seguintes etapas:

  • Planejar: a Gestão Energética em cima da pesquisa realizada;
  • Fazer: controlar o uso da energia dentro da empresa;
  • Verificar: monitorar o que está sendo feito;
  • Agir: melhorar o desempenho da verificação.

Aplicando esse método, a empresa começa a ter vantagens no curto e no longo prazo, pois melhora a sua forma de consumir a energia, buscando a redução do consumo e o aumento da eficiência. Além disso, também reduz a emissão dos gases do efeito estufa e os impactos ambientais. Ganha a empresa e a sociedade.

A minha empresa pode ter a certificação da ISO 50001?

Sim! Todas empresas podem aderir à norma para ter uma melhor gestão da sua energia consumida e assim diminuir seus impactos financeiros.

Mas, claro, existem algumas exigências para obter a certificação. Veja algumas delas:

  • A empresa deve desenvolver uma política para o uso mais eficiente da energia;
  • Melhorar a forma de consumir sua energia, através de novas tecnologias;
  • Implantar uma boa comunicação com as áreas;
  • Aprimorar sua gestão energética através de projetos que reduzam a emissão de gases no efeito estufa;
    Medir os resultados;
  • Melhorar continuamente a gestão da energia.

Implementar a certificação com todos os processos e regras a serem alteradas impacta na cultura da empresa, e isso parte do princípio que pessoas tenham que mudar seus pensamentos e rotinas. O que de fato não é uma tarefa simples, pois barreiras podem ser criadas.

Para sua efetiva implementação, portanto, são essenciais os acompanhamentos gerenciais por área, e transformar todas as ações em projetos ou eventos, para que assim os colaboradores sejam incentivados e consigam mudar sua maneira de pensar e agir perante a eficiência energética e o meio ambiente.

Última dica

Como já existe uma norma para a gestão de energia, é importante que todos os seus fornecedores, seja de mão de obra ou mesmo de tecnologias, sigam o que estabelece a ISO 50001. A Beenergy, por exemplo, desenvolveu toda a sua plataforma de acordo com os princípios fundamentais desta ISO. Quer conhecer melhor a plataforma? Clique no banner e solicite uma demonstração com um especialista.

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Você já deve ter visto na fatura de energia da sua empresa um item chamado “demanda”, mas você sabe exatamente o que isso significa e por que é muito importante você ter atenção a ele? Primeiro, você deve saber que esse item é negociado com a sua concessionária de energia por meio da celebração de um contrato de demanda de energia.

Nesse contrato, as empresas negociam com a concessionária uma demanda de energia contínua que a organização poderá utilizar durante um período determinado por um valor combinado.

Confuso? Vamos detalhar melhor a seguir.

O que é a demanda de energia?

Demanda é a capacidade máxima que é exigida do sistema elétrico da sua empresa em um determinado momento. O correto planejamento dessa demanda, portanto, garantirá que sempre tenha energia disponível ao estabelecimento, mesmo quando for necessário ligar todos os equipamentos elétricos ao mesmo tempo.

Isso acontece porque as cargas das indústrias e dos comércios, que são formados por motores, inversores, transformadores e iluminação, são alimentados pelas Distribuidoras e suas Subestações, e elas precisam conhecer o limite máximo de utilização de energia que será requerido durante um determinado período pela sua organização.

Resumidamente, o limite máximo de demanda é calculado com o somatório de todas as cargas instaladas em cada unidade consumidora que podem operar simultaneamente. Ao firmar contrato com a distribuidora, é fixada uma quantidade de quilowatts que pode ser uma medida única ou segmentada por horário do dia e período do ano, conforme a estrutura tarifária em que melhor se enquadrar.

Quem deve ter um contrato de demanda de energia?

Existem unidades no Sistema Elétrico Brasileiro que são ligadas direto na alta tensão. Essas unidades são denominadas de Grupo A, e são elas que precisam firmar um Contrato de Demanda com a Distribuidora.

Assinando o contrato de demanda de energia

Este acordo obriga os consumidores de alta tensão a se manterem dentro dos limites da carga que são especificados no contrato. Assim, a concessionária evita uma sobrecarga no sistema por falta de planejamento por parte do consumidor em relação à sua demanda contratada de energia.

Além disso, a empresa precisa decidir se irá contratar uma única demanda para todos os horários do dia (tarifa horária verde) ou se quer uma demanda para o horário de ponta e outra para o horário fora de ponta (tarifa horária azul), com tarifa diferenciada para cada horário.

Leia mais: Onde estão as oportunidades de economia na fatura de energia

A tarifa horária verde é destinada aos consumidores com baixo fator de carga no horário de ponta, com capacidade limitada de modulação neste mesmo horário. Já a tarifa azul é destinada a consumidores que têm alto fator de carga no horário de ponta, com capacidade de modulação de carga neste horário.

Um ponto importante é não confundir demanda com consumo de energia. Os consumidores do Grupo A pagam tanto a demanda que contratam quanto o que consomem de energia de energia. Mas enquanto o consumo é fácil de entender como é faturado, já que ele é apurado por medição, a demanda requer mais atenção.

Faturamento da demanda contratada

O faturamento da demanda é o valor mínimo que a unidade consumidora irá pagar sobre o total contratado para o período, mesmo que ela não use toda a demanda contratada. Porém, se o consumidor ultrapassar a demanda contratada, a distribuidora aplicará uma multa, onde a tarifa do quilowatt excedido passa a custar três vezes o valor da demanda contratada.

O consumidor do Grupo A tem uma margem de tolerância que é estabelecido conforme o nível da tensão de atendimento fixado para a sua unidade.

As unidades consumidoras do Grupo A atendidas em nível de tensão igual ou inferior a 34,5 kV possuem limite de tolerância de 10% acima da demanda contratada.
As unidades consumidoras atendidas em níveis de tensão superiores a 34,5 kV, o limite de tolerância será de 5% acima da demanda contratada.

Leia mais: As 9 dúvidas mais comuns sobre a fatura de energia

Então quando o valor da maior demanda medida ao longo de um determinado ciclo de faturamento for superior ao valor da demanda contratada no período, considerando a margem de tolerância, esse consumidor será multado com a tarifa de ultrapassagem de demanda sobre a diferença entre a demanda medida e a demanda contratada.

É possível reduzir os custos com a Demanda Contratada?

Sim, é possível!

Primeiro, é necessário conhecer seu contrato de demanda e verificar se existem ultrapassagens. Na fatura, a concessionária indicará como demanda contratada ultrapassada e estará sendo cobrada multa.

Ao longo de um ano, o valor das multas por ultrapassagem pode ser muito representativo para a sua empresa, por isso a importância de se ter uma boa gestão de energia! Assim, evita-se desperdício dos recursos da empresa.

É possível acabar com esses valores extras modificando o contrato de demanda, por exemplo, sempre que a empresa perceber que irá precisar de mais ou de menos demanda. Claro que para isso acontecer a empresa deve executar duas ações rotineiramente: 1- monitorar transformadores, lâmpadas, máquinas ligadas no mesmo horário etc. e 2- analisar a fatura de energia para identificar padrões de redução de demanda, ultrapassagens constantes etc.

A Beenergy pode ajudar sua empresa a ter uma melhor gestão dos contratos de energia ajudando a reduzir seus custos com energia elétrica a partir da gestão de fatura. Clique no banner abaixo para solicitar uma demonstração gratuita da ferramenta.

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