O papel do departamento financeiro deve ir muito além da execução eficiente de rotinas administrativas e financeiras. Para se tornar estratégico nas organizações, precisa estar atento às oportunidades que estão ao seu alcance para ajudar sua empresa a aumentar as receitas ou a reduzir custos.

Neste artigo trouxemos as 4 formas mais eficientes para que o financeiro possa ter um papel mais ativo no processo de redução de custos nas empresas.

1- Negociar com fornecedores

As empresas estão constantemente comprando produtos e contratando serviços para que possam manter suas rotinas. Geralmente, cada área da organização faz seus orçamentos com fornecedores e decidem o vencedor de acordo com critérios próprios, mas é o departamento financeiro o responsável pelo fechamento do contrato e pagamento dos boletos. É nesse momento que o departamento financeiro se torna estratégico.

Em empresas com foco de crescimento em todas as áreas, o departamento financeiro tem metas e objetivos claros para conseguir o melhor preço possível com os fornecedores. Geralmente há uma pessoa especialista nessa área, geralmente uma área de compras, cujo foco é negociar descontos ou formas de pagamentos mais atraentes.

Em casos em que não é possível reduzir o custo da contratação de um serviço ou compra de um produto, o departamento pode ainda conseguir melhores condições contratuais, como exclusão de cláusula de fidelidade ou suporte personalizado, o que vai ajudar a área usuária a ser mais eficiente no uso do produto ou serviço.

2- Controlar despesas

Quando um serviço é contratado, além da negociação inicial, o departamento financeiro deve ficar atento para as oportunidades de redução que podem surgir ao longo da prestação de um serviço. Um exemplo é fatura de energia elétrica.

Um departamento financeiro focado na redução de custos não recebe e paga a fatura de energia elétrica simplesmente, ele analisa cada item da conta e seu histórico de cobrança para perceber como é possível economizar.

Nas faturas de energia elétrica, principalmente nas empresas que operam em alta tensão, é comum que as empresas paguem multas por excedente de reativo ou mesmo sejam cobrada por uma energia que já foi paga anteriormente, o que facilmente poderia ser evitado caso alguém ou alguma ferramenta fizesse essa análise constantemente.

Quer saber se a sua empresa possui oportunidade de redução de custos com a fatura de energia? Clique aqui para falar com um dos nossos especialistas.

3- Otimizar processos

Às vezes estamos há tanto tempo realizando os mesmo processos que nem nos damos conta que provavelmente já existam formas ainda mais eficientes de realizá-los. Seja contratando novas ferramentas ou mudando hábitos, otimizar processos, principalmente os de rotina, é uma excelente maneira de evitar o desperdício de tempo e, por consequência, de dinheiro na organização.

Além disso, com processos mais eficientes, o departamento conseguirá fazer ainda mais para reduzir custos ou mesmo aumentar receitas, sem que seja necessário aumentar o time. Portanto, fique sempre por dentro das novidades da área e faça benchmark com profissionais que são referência no seu setor para reproduzir as boas práticas na sua empresa.

Um processo que pode ser otimizado é o da análise das oportunidades de redução de custos com energia elétrica. Em algumas empresas já existe a preocupação com a redução desse custo, no entanto o trabalho manual realizado para passar os dados para planilhas do Excel e depois analisá-los acaba não compensando no final das contas.

Uma maneira de evitar esse trabalho e ainda conseguir economizar na fatura de energia no fim do mês é contratando uma ferramenta que faça a gestão de faturas e das oportunidades de redução, como a ferramenta da Beenergy.

4- Capacitar o time de vendas

Outra forma que o departamento financeiro pode atuar para impactar positivamente nos resultados da empresa é capacitando o time de vendas para que eles aprendam a lidar com os departamentos financeiros das empresas para quais eles vendem.

Em empresas em que o financeiro será o usuário da ferramenta, é importante que o time de vendas entenda o comportamento do profissional dessa área para que ele possa superar todas as barreiras de negociação e fechamento de uma venda.

Em outros casos, o financeiro pode ser o último a “bater o martelo” na negociação de um serviço ou produto, e caso o vendedor não saiba lidar com essa situação, a venda pode ir por água abaixo. Nesses casos, é importante que o vendedor seja capacitado no sentido de aprender a negociar e consiga fazer uma venda que valha a pena para ele e para o cliente.

Conclusão

O departamento financeiro das empresas há muito tempo deixou de ser apenas um executor de rotinas administrativas e financeiras. Agora ele é visto como uma área estratégica, que deve atuar de forma direta no bom desempenho financeiro das organizações.

Um profissional dessa área que deseja se destacar, precisa, portanto, ser proativa e estar constantemente atuando para ajudar sua empresa a reduzir custos ou mesmo para aumentar receitas. Se você é esse profissional e está procurando novas oportunidades de redução de custo para a sua empresa, fale com a gente.

A ISO 50001 é a norma de Gestão de Energia, reconhecida mundialmente, que estabelece um sistema para que seja implantada a Eficiência Energética dentro das indústrias, instalações comerciais e em empresas como um todo.

Essa ISO existe para realizar, de forma mais eficiente e correta, o gerenciamento de energia dentro das empresas e melhorar a integração com o meio ambiente, por meio de um consumo consciente da energia, redução das emissões de gases, realizando eficiência energética e aproveitando da melhor maneira possível os recursos.

O que é a ISO 50001

De acordo com o Guia NBR ISO 50001 de Gestão de Energia, a norma foi desenvolvida pelo ISO Technical Committee (TC) 242 – Energy Management e publicada em 15 de junho de 2011. No Brasil quem disponibilizou essa norma foi a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e é denominada como ABNT NBR ISO 50001.

Em 2015 houve uma revisão da ISO 50001 com a intenção de incorporar à norma uma estrutura padrão dos sistemas de gestão da ISO – a Estrutura de Alto Nível (High Level Structure- HLS) – e assim ter uma melhor relação entre a estrutura do PDCA e os elementos do HLS agregados em sua estrutura.

Para dar maior suporte à aplicação da norma e facilitar seu entendimento, foram criadas normas adicionais, focadas também em Gestão de Energia.

  • ABNT NBR ISO 50002 – Diagnósticos energéticos – Requisitos com orientação para uso;
  • ABNT NBR ISO 50003 – Sistemas de gestão de energia – Requisitos para organismos de auditoria e certificação de sistemas de gestão de energia;
  • ABNT NBR ISO 50004 – Sistemas de gestão de energia – Guia para implementação, manutenção e melhoria de um sistema de gestão de energia;
  • ABNT NBR ISO 50006 – Sistema de gestão de energia – Medição do desempenho energético utilizando linhas de base energética (LBE) e indicadores de desempenho energético (IDE) – Princípios gerais e orientações;
  • ABNT NBR ISO 50015 – Sistemas de gestão de energia – Medição e verificação do desempenho energético das organizações – Princípios gerais e orientações.

O objetivo é conseguir reconhecer internacionalmente, dentro da empresa, a aplicação da eficiência energética junto às práticas de gestão e manufatura, em qualquer segmento.

Como funciona a ISO 50001?

A ISO 50001 foi desenvolvida para que sua implantação seguisse o modelo do ciclo do PDCA – Planejar, Executar, Verificar e Agir.

Ciclo PDAC da ISO 50001

Primeiro deve-se realizar uma pesquisa dentro da própria empresa, levantando em consideração as características energéticas de todas as áreas. Após esse estudo já pode-se implementar o PDCA, conforme as seguintes etapas:

  • Planejar: a Gestão Energética em cima da pesquisa realizada;
  • Fazer: controlar o uso da energia dentro da empresa;
  • Verificar: monitorar o que está sendo feito;
  • Agir: melhorar o desempenho da verificação.

Aplicando esse método, a empresa começa a ter vantagens no curto e no longo prazo, pois melhora a sua forma de consumir a energia, buscando a redução do consumo e o aumento da eficiência. Além disso, também reduz a emissão dos gases do efeito estufa e os impactos ambientais. Ganha a empresa e a sociedade.

A minha empresa pode ter a certificação da ISO 50001?

Sim! Todas empresas podem aderir à norma para ter uma melhor gestão da sua energia consumida e assim diminuir seus impactos financeiros.

Mas, claro, existem algumas exigências para obter a certificação. Veja algumas delas:

  • A empresa deve desenvolver uma política para o uso mais eficiente da energia;
  • Melhorar a forma de consumir sua energia, através de novas tecnologias;
  • Implantar uma boa comunicação com as áreas;
  • Aprimorar sua gestão energética através de projetos que reduzam a emissão de gases no efeito estufa;
    Medir os resultados;
  • Melhorar continuamente a gestão da energia.

Implementar a certificação com todos os processos e regras a serem alteradas impacta na cultura da empresa, e isso parte do princípio que pessoas tenham que mudar seus pensamentos e rotinas. O que de fato não é uma tarefa simples, pois barreiras podem ser criadas.

Para sua efetiva implementação, portanto, são essenciais os acompanhamentos gerenciais por área, e transformar todas as ações em projetos ou eventos, para que assim os colaboradores sejam incentivados e consigam mudar sua maneira de pensar e agir perante a eficiência energética e o meio ambiente.

Última dica

Como já existe uma norma para a gestão de energia, é importante que todos os seus fornecedores, seja de mão de obra ou mesmo de tecnologias, sigam o que estabelece a ISO 50001. A Beenergy, por exemplo, desenvolveu toda a sua plataforma de acordo com os princípios fundamentais desta ISO. Quer conhecer melhor a plataforma? Clique no banner e solicite uma demonstração com um especialista.

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Você já deve ter visto na fatura de energia da sua empresa um item chamado “demanda”, mas você sabe exatamente o que isso significa e por que é muito importante você ter atenção a ele? Primeiro, você deve saber que esse item é negociado com a sua concessionária de energia por meio da celebração de um contrato de demanda de energia.

Nesse contrato, as empresas negociam com a concessionária uma demanda de energia contínua que a organização poderá utilizar durante um período determinado por um valor combinado.

Confuso? Vamos detalhar melhor a seguir.

O que é a demanda de energia?

Demanda é a capacidade máxima que é exigida do sistema elétrico da sua empresa em um determinado momento. O correto planejamento dessa demanda, portanto, garantirá que sempre tenha energia disponível ao estabelecimento, mesmo quando for necessário ligar todos os equipamentos elétricos ao mesmo tempo.

Isso acontece porque as cargas das indústrias e dos comércios, que são formados por motores, inversores, transformadores e iluminação, são alimentados pelas Distribuidoras e suas Subestações, e elas precisam conhecer o limite máximo de utilização de energia que será requerido durante um determinado período pela sua organização.

Resumidamente, o limite máximo de demanda é calculado com o somatório de todas as cargas instaladas em cada unidade consumidora que podem operar simultaneamente. Ao firmar contrato com a distribuidora, é fixada uma quantidade de quilowatts que pode ser uma medida única ou segmentada por horário do dia e período do ano, conforme a estrutura tarifária em que melhor se enquadrar.

Quem deve ter um contrato de demanda de energia?

Existem unidades no Sistema Elétrico Brasileiro que são ligadas direto na alta tensão. Essas unidades são denominadas de Grupo A, e são elas que precisam firmar um Contrato de Demanda com a Distribuidora.

Assinando o contrato de demanda de energia

Este acordo obriga os consumidores de alta tensão a se manterem dentro dos limites da carga que são especificados no contrato. Assim, a concessionária evita uma sobrecarga no sistema por falta de planejamento por parte do consumidor em relação à sua demanda contratada de energia.

Além disso, a empresa precisa decidir se irá contratar uma única demanda para todos os horários do dia (tarifa horária verde) ou se quer uma demanda para o horário de ponta e outra para o horário fora de ponta (tarifa horária azul), com tarifa diferenciada para cada horário.

Leia mais: Onde estão as oportunidades de economia na fatura de energia

A tarifa horária verde é destinada aos consumidores com baixo fator de carga no horário de ponta, com capacidade limitada de modulação neste mesmo horário. Já a tarifa azul é destinada a consumidores que têm alto fator de carga no horário de ponta, com capacidade de modulação de carga neste horário.

Um ponto importante é não confundir demanda com consumo de energia. Os consumidores do Grupo A pagam tanto a demanda que contratam quanto o que consomem de energia de energia. Mas enquanto o consumo é fácil de entender como é faturado, já que ele é apurado por medição, a demanda requer mais atenção.

Faturamento da demanda contratada

O faturamento da demanda é o valor mínimo que a unidade consumidora irá pagar sobre o total contratado para o período, mesmo que ela não use toda a demanda contratada. Porém, se o consumidor ultrapassar a demanda contratada, a distribuidora aplicará uma multa, onde a tarifa do quilowatt excedido passa a custar três vezes o valor da demanda contratada.

O consumidor do Grupo A tem uma margem de tolerância que é estabelecido conforme o nível da tensão de atendimento fixado para a sua unidade.

As unidades consumidoras do Grupo A atendidas em nível de tensão igual ou inferior a 34,5 kV possuem limite de tolerância de 10% acima da demanda contratada.
As unidades consumidoras atendidas em níveis de tensão superiores a 34,5 kV, o limite de tolerância será de 5% acima da demanda contratada.

Leia mais: As 9 dúvidas mais comuns sobre a fatura de energia

Então quando o valor da maior demanda medida ao longo de um determinado ciclo de faturamento for superior ao valor da demanda contratada no período, considerando a margem de tolerância, esse consumidor será multado com a tarifa de ultrapassagem de demanda sobre a diferença entre a demanda medida e a demanda contratada.

É possível reduzir os custos com a Demanda Contratada?

Sim, é possível!

Primeiro, é necessário conhecer seu contrato de demanda e verificar se existem ultrapassagens. Na fatura, a concessionária indicará como demanda contratada ultrapassada e estará sendo cobrada multa.

Ao longo de um ano, o valor das multas por ultrapassagem pode ser muito representativo para a sua empresa, por isso a importância de se ter uma boa gestão de energia! Assim, evita-se desperdício dos recursos da empresa.

É possível acabar com esses valores extras modificando o contrato de demanda, por exemplo, sempre que a empresa perceber que irá precisar de mais ou de menos demanda. Claro que para isso acontecer a empresa deve executar duas ações rotineiramente: 1- monitorar transformadores, lâmpadas, máquinas ligadas no mesmo horário etc. e 2- analisar a fatura de energia para identificar padrões de redução de demanda, ultrapassagens constantes etc.

A Beenergy pode ajudar sua empresa a ter uma melhor gestão dos contratos de energia ajudando a reduzir seus custos com energia elétrica a partir da gestão de fatura. Clique no banner abaixo para solicitar uma demonstração gratuita da ferramenta.

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O Setor Elétrico Brasileiro é dividido em grandes segmentos que compõem toda a cadeia de energia elétrica do nosso país. No final dessa cadeia encontram-se os consumidores, que podem atuar em dois ambientes de contratação de energia, o Mercado Cativo e o Mercado Livre. Você sabe quais são as principais diferenças entre o mercado cativo e o mercado livre de energia e as vantagens e desvantagens de cada um?

O Mercado Cativo e o Mercado Livre existem paralelamente conduzindo as negociações de compra e venda de energia elétrica. A diferença é que no Mercado Cativo, ou Ambiente de Contratação Regulada – ACR, os consumidores são atendidos pelas distribuidoras de energia que possuem concessão para vender energia naquela região.

Enquanto isso, no Mercado Livre a compra é feita pelos consumidores diretamente das comercializadoras, através de contratos bilaterais com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume etc.

Confuso? Não se preocupe, abaixo detalhamos melhor a diferença entre os dois tipos de mercado e as vantagens e cada um.

Diagrama com a diferença entre o mercado livre e o mercado cativo.

Mercado Cativo de Energia

Primeiro, é preciso saber que o Mercado Cativo (ACR) é destinado à compra e venda de energia elétrica entre geradores, importadores de energia e distribuidores, que adquirem energia visando atender à carga dos consumidores que não têm a opção de escolher seu próprio fornecedor, como residências, supermercados e comércios em geral.

Nesse mercado, as distribuidoras contratam energia das geradoras por meio de leilões autorizados pelo governo e órgãos do setor que regulam, contabilizam e instituem regras. Os leilões de energia são regidos por leis, decretos e regras descritas especialmente para a contratação de energia no ACR. Assim, as distribuidoras adquirem energia elétrica com o menor preço possível e repassam aos consumidores que estão dentro da sua área de concessão.

Hoje, os consumidores cativos são obrigados a estar abaixo de uma distribuidora de energia, que também tem apenas opção de contratar energia através desses leilões regularizados pelo governo.

Outra característica do Mercado Cativo é que cada unidade consumidora paga apenas uma fatura de energia por mês, que inclui o serviço de distribuição, a geração da energia e as tarifas, que são reguladas pelo governo.

Leia mais: Onde estão as oportunidades de economia na fatura de energia

Quem são os consumidores cativos?

São cativos, obrigatoriamente, os consumidores com demanda abaixo de 500kW, que adquirem energia através da Distribuidora local. Esses consumidores são divididos em dois grupos:

  • GRUPO B (Baixa Tensão)
  • GRUPO A (Alta Tensão)

Nesse ambiente, predomina-se o monopólio, em que quem dita as regras é o governo através de seus órgão reguladores.

Mercado de Energia no Brasil

As Geradoras de energia, através dos leilões, ofertam energia elétrica para as Distribuidoras que só podem comprar dessa forma, e vence o leilão quem ofertar o menor preço. A Distribuidora repassa essa energia e o seu valor, de acordo com a necessidade dentro do período contratado, para os consumidores por meio das tarifas na conta de energia.

Mercado Livre de Energia

No Mercado Livre (ACL) os agentes de mercado praticam a livre negociação, com foco nos melhores preços, flexibilidade de contratos e uma boa economia financeira. Esse ambiente é composto por agentes de geração, produtores independentes, importadores e exportadores de energia, comercializadoras e consumidores livres, que são os grandes consumidores do Setor Elétrico Brasileiro como as indústrias e os shoppings.

O mercado livre se desenvolveu muito com a migração de grandes consumidores industriais e comerciais, que tinham a intenção de reduzir custos com incentivo de negociar produtos adequados às necessidades de cada consumidor. Negocia-se nesse mercado livremente, por meio de contratos bilaterais, a compra e venda de energia, reduzindo seus custos.

Atuam no Mercado Livre ofertando energia as geradoras, autoprodutores, geradores independentes e as comercializadoras. Atuam comprando energia os consumidores livres e os consumidores especiais.

Funcionamento do Mercado Livre de Energia

Isso tudo é muito interessante e atraente, porém não é qualquer tipo de consumidor que pode migrar para o mercado livre!

Quem pode migrar para o Mercado Livre de Energia

Existem leis, regras e penalidades muito rígidas para migração de novos consumidores. O consumidor que tem interesse em migrar para o ACL deve cumprir algumas regras impostas pela legislação, como se enquadrar dentro dos limites de carga. Veja outras características que sua empresa precisa ter para migrar para o Mercado Livre de Energia.

Demanda kW Data de Conexão Tensão (kV) Classificação
Inferior a 500 Cativo (Não pode migrar para o ACL)
De 500 a 2.999 Potencialmente Livre Especial
Superior a 3.000 Antes de Jul/95 Inferior a 69 Potencialmente Livre Especial
A partir de 69 Potencialmente Livre
Após Jul/95 Potencialmente Livre
  • Então, se você é um consumidor com carga superior ou igual a 3MW, que seja atendido em uma tensão maior ou igual a 69 kV, pode escolher como contratar seu fornecimento de energia.
  • Caso você seja um consumidor que se conectou após julho de 1995 e tem carga igual ou superior a 3MW em qualquer tensão, sua escolha é livre.
  • Consumidores com carga superior ou igual a 500kW e inferior a 3.000 kW também podem participar do mercado livre, desde que a energia comprada seja oriunda de fontes alternativas.
  • E se você é um consumidor com carga abaixo de 500 kW pela legislação é obrigada a estar no mercado cativo.

O consumidor deve solicitar a migração para o mercado livre na sua Distribuidora e ter ciência de que para retornar se necessário ao Mercado Cativo o processo é o mesmo da migração. Porém o pedido de retorno deve ser feito com 5 anos de antecedência e a Distribuidora tem esse período para autorizar ou não a volta.

Recebendo a autorização da Distribuidora para a migração, o consumidor deve informar sua carga ao Poder Concedente e será o responsável por contratar a totalidade desta carga, ficando sujeito a penalidades por desvios ou não cumprimento das regras necessárias.

O consumidor livre pode negociar seus contratos de energia de acordo com o tamanho da sua carga e conforme as regras vigentes do setor. Existe dentro da ACL o mercado de curto prazo ou spot, onde se realiza a liquidação das sobras e déficits dos contratos do mês de referência.

As diferenças apuradas entre o contratado e o consumido são contabilizadas no mercado spot ao Preço de Liquidação das Diferenças – PLD, que é estabelecido a partir de um modelo computacional.

Checklist "Gestão de Energia"

Somente sobras e déficits são contabilizados no mercado spot, pois os montantes contratados bilateralmente são faturados e liquidados nos termos previstos no próprio contrato.

Vantagens e Desvantagens do Mercado Cativo e do Mercado Livre

As principais vantagens e desvantagens do Mercado Cativo e do Mercado Livre estão ligados ao quão estruturada está a sua gestão de energia, pois apesar de mais atrativo, o Mercado Livre exige uma gestão mais organizada da energia. Veja abaixo as principais vantagens e desvantagens de cada mercado.

Vantagens do Mercado Cativo

  • O valor pago pela energia já inclui o custo da energia e do serviço de uso da transmissão e distribuição – serviço de fio, o que simplifica o processo de cobrança e pagamento da fatura.

Desvantagens do Mercado Cativo

  • O valor da tarifa é reajustado anualmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para cada Distribuidora, ficando sujeito à esta variação anual;
  • O Consumidor não negocia suas contratações, seguindo apenas o que a Distribuidora determina.

Vantagens do Mercado Livre

  • Existe liberdade de escolha de quem comprar e como comprar energia, negociando livremente os acordos contratuais;
  • Os preços da energia em relação ao Mercado Cativo são mais atrativos, trazendo maior economia;
  • Maior flexibilidade na compra de acordo com o seu perfil de carga e sazonalidade de consumo;
  • Contratação da energia através de contratos bilaterais com preços e condições totalmente negociáveis a longo e curto prazo;
  • Melhor previsão orçamentária, pois os índices de reajuste são previamente acordados.

Desvantagens do Mercado Livre

  • Sem uma gestão adequada, o consumidor pode comprar mais ou menos energia do que foi utilizado, o que pode acarretar em penalidades e gastos desnecessários;
  • O Mercado Livre é mais complexo (contratos, faturas, gestão etc.) e exige uma gestão de energia mais organizada para não correr riscos.

Conclusão

Se você é um consumidor que se enquadra dentro dos limites de carga existentes é vantajoso migrar para o Mercado Livre. O seu principal benefício é a redução dos custos, pois as empresas passam a negociar o preço, prazo da sua energia, conseguem adequar melhor o seu consumo e ter previsibilidade orçamentária, não ficando sujeito às variações do Mercado Cativo.

Agora se você é um consumidor que não se enquadra nas regras do ambiente livre, então está no ambiente cativo e depende dos valores tarifários que a distribuidora repassa. Para minimizar seus custos com sua fatura de energia é necessário fazer uma boa gestão como um todo de forma eficiente, buscando melhorias através da eficiência energética.

A Beenergy possui uma plataforma desenvolvida pensando nesses consumidores do Mercado Cativo e que ajuda a reduzir até 20% os custos com energia elétrica. Clique aqui para solicitar uma demonstração gratuita da plataforma.

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Gestão de energia elétrica é comprar bem a energia (R$/kWh), utilizar bem a energia (kWh/produção) e fazer isso com a menor quantidade possível de recursos (pessoas/equipamentos/processos). Assim, seu principal objetivo é ajudar as empresas a alcançarem a eficiência energética e se manterem eficientes ao longo do tempo, produzir mais com menos energia (R$/produto).

Esquema da gestão de energia elétrica

Este termo tem gerado confusão na oferta de serviços ao mercado, de um lado alguns fabricantes de sistemas de medição de outro lado empresas que administram portfólios de energia dos seus clientes.

O fato é que gestão depende de ação e não de produto (que é apenas um meio), é realizar as atividades certas, da maneira correta, no momento certo com os recursos, fornecedores e pessoas certas.

Para ajudar as organizações a implementarem ações de melhoria contínua e, assim, adotarem a gestão de energia em suas rotinas, foi criada a ISO 50.001, norma internacional desenvolvida para apontar as melhores práticas de gestão de energia e eficiência energética.

Gestão de energia elétrica segundo a ISO 50.001

A ISO 50.001 é uma norma que estabelece um conjunto de ações e práticas para permitir que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho energético, incluindo a eficiência energética, uso e consumo.

Segundo o site da Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), “esta Norma é aplicável a todos os tipos e tamanhos de organizações, independentemente de condições geográficas, culturais ou sociais. A implementação bem sucedida depende do comprometimento de todos os níveis e funções da organização e, especialmente, da gestão de topo”.

Checklist "Gestão de Energia"

Assim como a já conhecida ISO 9001, esta norma baseia-se em um modelo de gestão de melhoria contínua, e isso torna mais fácil para as empresas adotarem o gerenciamento de energia como prática diária.

Para que uma organização obtenha a ISO 50.001 é preciso:

  • Desenvolver uma política para o uso mais eficiente da energia;
  • Fixar metas e objetivos para atender a essa política;
  • Usar dados para melhor compreender e tomar decisões sobre o uso de energia;
  • Medir os resultados;
  • Rever como a política funciona;
  • Melhorar continuamente a gestão da energia.

Uma forma para que as empresas, principalmente as grandes consumidoras, consigam praticar a gestão de energia elétrica seguindo o preceito da melhoria contínua é implementando a gestão por meio do modelo do ciclo PDCA, utilizado em milhares de empresas para controlar e proporcionar melhoria contínua de processos, produtos e serviços.

Planejamento da gestão de energia elétrica

Primeiramente, a empresa precisa se planejar. Para isso, é preciso estabelecer os objetivos e metas que se quer atingir com a gestão e estruturar os processos necessários para alcançar tais resultados. Isso, no entanto, só será possível se a empresa tiver ciência da sua situação atual e das consequências de manter tudo como está, saber o que é possível fazer para praticar a gestão de energia elétrica e conhecer melhores práticas e tecnologias utilizadas no mercado.

Para que a sua empresa possa compreender qual é sua situação atual, é possível lançar mão de medir seu consumo de energia, ter controle sobre seus contratos de demanda, avaliar sua infraestrutura, enfim, coletar todos os dados possíveis para ter um diagnóstico completo e claro da situação energética do negócio.

Desenvolva o plano para ter eficiência energética

Quando sua empresa tiver um diagnóstico sobre a situação da energia elétrica e um planejamento adequado, é hora de executar o plano. É nessa etapa que serão gerados dados e métricas essenciais para as tomadas de decisão futuras. Portanto, é preciso seguir a risca o planejado e coletar todas as informações para gerar indicadores precisos.

Dependendo do que sua empresa planejou, é hora de trocar ou fazer manutenção de equipamentos, rever seu contrato de energia, buscar alternativas sustentáveis, processos mais eficientes, etc. Lembre-se, porém, de todas as ações devem ser mensuráveis para que seja possível calcular seu impacto no objetivo e nas metas traçadas.

Cheque os resultados obtidos

Crie uma rotina de análise dos seus resultados. Algumas métricas devem ser visitadas toda semana, mas algumas somente uma vez por mês. Mas nunca deixe de olhar nenhum dado ou métrica e atualizar seus indicadores.

Além disso, compare os resultados com o que foi planejado, com o que foi alcançado em meses anteriores e também com o mesmo período do ano passado para prever tendências ao longo do tempo.

Checar os resultados periodicamente é importante também para que, caso necessário, você possa adequá-lo a mudanças no planejamento, processos ou situação da empresa.

Hora de agir!

Esse é o momento de tomar ações corretivas sobre as diferenças significativas entre os resultados reais e planejados. A empresa precisará indicar onde deve aplicar as mudanças que incluem a melhoria de processos ou até mesmo do produto ou serviço.

Após as análises, portanto, a empresa deverá saber se as ações que precisa implementar são corretivas (quando o que foi executado não está de acordo com o que foi planejado), preventivas (quando a empresa vislumbra algum problema em potencial que a impeça de executar suas ações futuras e atingir o objetivo proposto) ou de melhoria contínua.

Tecnologias para a gestão de energia elétrica

É importante que as empresa façam uso das tecnologias disponíveis para ajudar na gestão de energia. Elas devem ajudar, por exemplo, a aumentar a produtividade de quem faz a gestão de energia, organizar as atividades e simplificar a gestão apontando de forma automatizada o que, como e quando deve ser feito para que se alcance eficiência energética.

Essas tecnologias podem ser apenas software, só hardware ou ambos, mas os resultados que entregam devem ter retorno atrativo sobre o investimento feito.

Além disso, tecnologias para gestão de energia elétrica devem gerar indicadores para que a organização possa tomar ações de correção ou mesmo de melhoria contínua. A partir dessas informações, tecnologias inteligentes indicarão as ações que precisam ser executadas.

Conclusão

Fazer gestão de energia elétrica é o primeiro passo para que as organizações possam reduzir custos de forma eficiente, sem impactos negativos em sua operação.

É ainda importante que a gestão de energia seja feito seguindo os preceitos da ISO 50.001, de melhoria contínua em busca da eficiência energética. Para isso, é possível seguir o ciclo PDCA para implantar a gestão de energia de forma simples e prática.

Você tem alguma dúvida sobre gestão de energia? Fale com um dos consultores da Beenergy.

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Como a Beenergy ajuda a reduzir custos com energia

A energia elétrica é um dos principais custos de diversos segmentos de negócios. Mesmo na hora de cortar despesas, onde tudo “entra na faca”, as organizações não aproveitam todo o potencial para reduzir esse custo.

Porém, hoje já existem soluções que fornecem informações e ferramentas necessárias para se alcançar a eficiência energética. Neste artigo, vamos mostrar como a Beenergy pode ser uma aliada na redução de custos com energia elétrica na sua empresa.

Primeiro passo para reduzir custos de energia

Geralmente, quando se pensa em redução de energia, já imaginamos que será necessário trocar ou fazer manutenção de equipamentos, iluminação etc. Antes, porém, é preciso entender sua situação atual, traçar um objetivo, pensar nas melhores estratégias e só então realizar as ações necessárias para atingir este objetivo.

Por isso, redução de custos com energia passa necessariamente por uma boa gestão de energia.

Uma boa gestão de energia, no entanto, compreende três aspectos fundamentais: comprar bem a energia (R$/kWh), utilizar bem a energia (kWh/produção) e fazer isso com a menor quantidade possível de recursos (pessoas/equipamentos/processos).

Desta maneira teremos o menor custo por produto, seja qual for seu segmento (R$/produto).

Diagrama da gestão de energia

Tendo consciência disso, a empresa deverá usar seus dados (faturas de energia, histórico e hábitos de consumo, informações de infraestrutura) para decidir e controlar as ações (o que, como, quando, quem, quanto) que devemos realizar para reduzir os custos com energia elétrica.

Parece complicado, mas a Beenergy desenvolveu sua plataforma para ajudar a implementar uma gestão de energia simples, organizada e eficiente.

Gestão de Unidades Consumidoras

O ponto de partida é cadastrar suas unidades consumidoras com suas informações básicas e de infraestrutura, um dos itens que a plataforma utiliza para indicar oportunidades.

A plataforma foi pensada para termos a visão de todas as de unidades, grupos, ou unidades individuais. Dessa forma, damos ao gestor uma visão ampla da situação de todo o negócio e das ações que podem ser implementadas.

Além disso, geramos indicadores e comparamos a performance das unidades, distribuindo as tarefas e registrando as ocorrências de cada uma.

Leia mais: Como reduzir custos de energia em supermercados

Tudo o que a plataforma gera é com o objetivo de facilitar o acesso às informações e dar ao gestor o controle necessário para reduzir custos com energia elétrica.

Gestão de faturas e custos

O principal item da sua gestão certamente é a fatura de energia. Uma boa gestão de faturas é o primeiro passo para reduzirmos os custos.

Fatura de energia elétrica

É da fatura de energia que vem os dados para elaborarmos bons contratos com as distribuidoras, decidirmos quais as melhores opções de compra de energia, definirmos metas e objetivos e evitar multas, ultrapassagens e outras surpresas.

A fatura de energia é o input principal da plataforma, que transforma dados das faturas em informações claras, facilitando o entendimento e dando suporte às melhores decisões.

Uma funcionalidade legal é que a plataforma insere automaticamente as faturas de energia elétrica, assim você não vai mais perder horas atualizando planilhas e analisando o que precisa ser feito (você sabe o trabalho que isso dá).

Oportunidades de economia

Com base na análise das faturas de energia elétrica, a Beenergy indica o que fazer, como fazer e a hora que deve ser feito com relação a contratos de demanda, enquadramento tarifário, fator de potência, contestação de faturas, consumo indevido e ultrapassagens, ou seja, as análises básicas que temos que fazer todos os meses (mas que dá trabalho fazer manualmente).

Além de automatizar estas ações relativas ao contrato com a distribuidora de energia, a plataforma indica as melhores opções de compra de energia conforme sua região e perfil: mercado livre, geração distribuída, programas de eficiência, geração na ponta etc.

Leia mais: Onde estão as oportunidades de economia na fatura de energia

Como estamos evoluindo nossa plataforma constantemente novas funcionalidades sempre serão disponibilizadas oferecendo mais oportunidades sempre com foco na redução de custos.

Gestão de tarefas e histórico

De nada adianta você gerenciar suas faturas e ter as oportunidades identificadas se as ações não são realizadas. Pensando nisso adicionamos uma funcionalidade para facilitar a organização e realização das tarefas.

Com essa funcionalidade, o gestor pode agendar as ações que precisam ser executadas, indicar um responsável para a sua execução, colaborar para a resolução de tarefas e acompanhar o andamento por meio dos comentários.

Além das tarefas, outra funcionalidade importante é o histórico. Ele é essencial para que as empresas tenham o registro de todas as ações que são realizadas, como alterações de contrato e instalação de novos equipamentos, e outras ocorrências que impactem na operação e nos custos da empresa, como paradas de geradores, turnos extras, etc.

Com o histórico é possível ter mais clareza qual ação proporcionou uma redução maior e avaliar o ROI dela e quais ocorrências impactam no custo.

Conclusão

Para reduzir custos de energia nas empresas é preciso ação e gestão. É importante, portanto, ter dados, informações e ferramentas que permitam você entender qual a sua situação atual, quais ações precisam ser realizadas e quais oportunidades sua empresa possui para reduzir custos. Tudo isso vai auxiliar a sua empresa na tomada de decisões.

A Beenergy atua como um clínico-geral para as empresas: o médico faz um diagnóstico a partir dos sintomas que descritos e exames realizados, e a partir daí orienta o melhor tratamento, especialista ou remédio para resolver seu problema.

Como o clínico-geral, a Beenergy utiliza os dados da fatura da empresa para ajudar a controlar, organizar e tomar decisões para reduzir seus custos com energia. Ela indica os problemas e oportunidades de melhoria, além de ferramentas para que sua gestão seja a mais simples possível.

Ah, sem nenhum hardware e nem grandes investimentos, e com uma implementação super simples.

Quer conhecer melhor a Beenergy e saber como ela pode ajudar a sua empresa a deixar de perder dinheiro com energia elétrica? Fale com nosso consultor.

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Economia de energia na fatura de energia

Os gastos com energia elétrica estão cada vez maiores e isso tem comprometido uma parcela considerável do orçamento de muitas empresas. A maioria das empresas já tomam atitudes para mudar essa realidade, revisando suas instalações, mudando equipamentos etc. Mas você sabia que também existem oportunidades de economia na fatura de energia elétrica e que pouca gente percebe?

Com uma avaliação minuciosa da fatura de energia é possível reduzir os valores pagos em até 30%, isso sem muito esforço ou grandes investimentos! Por isso listamos alguns dos dados presentes na fatura que merecem atenção e que podem lhe proporcionar uma boa economia.

Contrato de Demanda

Ter uma demanda contratada corretamente e na medida certa é indispensável. A contratação excedente não é vantajosa pois sempre será pago um valor fixo mensal, e pagará por uma ociosidade desnecessária.

Por outro lado a subcontratação, onde a demanda faturada será a demanda medida, também pode ser um problema, porque somará ao valor contratado a ultrapassagem. Geralmente, a ultrapassagem é faturada com um valor 2 vezes maior que a demanda contratada.

Portanto, deve-se ficar atendo às sazonalidades existentes para alguns ramos de atividades, e fazer a contratação correta de acordo com a estação do ano e o perfil de consumo de sua empresa.

Excedente de Reativo

A energia reativa é uma espécie de impulso inicial para fazer alguns equipamentos funcionarem. Embora esse tipo de energia seja necessária, sua utilização deve ser a menor possível, pois seu excesso causa perdas por aquecimento e queda de tensão. Por causa dos problemas que podem ocasionar, esse excesso é cobrado na fatura de energia.

Existe oportunidades de economia de energia na análise do excedente de reativo

De maneira mais técnica, o excedente de energia reativa ocorre quando o Fator de Potência (FP) das instalações elétrica encontra-se abaixo do que é regulamentado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica ). Nas empresas, isso por ser causado pelo excesso de lâmpadas de descarga que utilizam reatores com baixo FP, transformadores operando a vazio, motores sobredimensionados etc.

O controle do excedente de reativo é uma das oportunidades de economia na fatura de energia. A medição e análise da necessidade de correção de FP deve ser constatada não somente com a utilização da fatura de energia elétrica, mas também utilizando equipamentos adequados como analisadores de energia.

Por meio desses equipamentos e com a avaliação de um profissional especializado no ramos de qualidade de energia e eficiência energética, é possível dimensionar o banco de capacitores ideal para correção deste parâmetro e extinção dessa cobrança de sua fatura de energia elétrica.

Modalidade Tarifária

Para os consumidores do Grupo A existem duas modalidades tarifárias, conhecidas como tarifa horosazonal (THS) azul e verde. Na THS azul, o consumidor tem duas demandas contratadas, uma para horário de ponta e outra para o horário fora de ponta, além de ser faturado também pelo consumo, também dividido em dois postos horários (ponta e fora ponta).

Na THS verde o consumidor conta com apenas uma demanda contratada, independente do horário, porém também é faturado pelo consumo dividido em dois postos horários (ponta e fora ponta).

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A THS azul, por contar com a parcela de demanda contratada para o horário de ponta, apresenta uma tarifa de energia (TE) no horário de ponta mais baixa, se comparada com a THS verde onde não há esta demanda contratada.

É interessante para os consumidores avaliarem seu perfil de consumo, com ajuda de especialistas em gestão de energia, e tentar identificar o seu melhor enquadramento tarifário. A possibilidade de migração de um posto tarifário para outro pode ser feita, analisando-se as possibilidades de economia decorrentes desta ação.

Consumo Horário de Ponta

Como mencionado anteriormente, o consumo de energia, independente de ser THS azul ou verde, é dividido em dois postos horário: o posto de ponta e o posto de fora ponta.

O horário de ponta compreende o período de três horas consecutivas onde se verifica o maior consumo de energia e demanda de potência nos sistemas de transmissão e distribuição. Este período varia de acordo com o fuso horário, mas comumente ocorre entre as 18h00 e 21h00.

Para incentivar um deslocamento do consumo de energia elétrica deste horário para algum horário aleatório, como antes das 18h00 e depois das 21h00, a tarifa de energia (TE) cobrada neste período é muito superior a TE do horário fora ponta, chegando a ser quase 4 vezes maior.

Avalie sua tarifa de energia, pois ela é uma das oportunidades de economia na fatura de energia. Para ser ter uma ideia, muitas empresas acabam por optar pela utilização de grupos geradores durante este período, se desconectando da rede da concessionária, e produzindo sua própria energia por um valor inferior ao que seria pago a concessionária.

Muitas vezes, os consumidores que optam pela utilização destes geradores encontram-se enquadrados na THS verde. Ou ainda, caso seu consumo durante o horário de ponta seja elevado e a utilização de geradores não seja viável, considere a adoção da modalidade tarifária THS azul, onde a TE é inferior a THS verde e pode acabar se tornando mais econômica que a utilização de geradores.

Período de Faturamento

E por último, mas de fundamental compreensão, e que muitas vezes deixamos de lado, é observar atentamente o período de faturamento e as respectivas medições anteriores e atuais.

Muitas vezes erros podem ocorrer por parte de leituristas ou sistemas de medição, contabilizando parcelas de energia já faturadas anteriormente, fazendo-o pagar duas vezes por uma determinada parcela de energia.

Caso constatado, deve ser solicitada revisão da fatura para correção dos dados, e com isso evitar pagar por uma parcela de energia duas vezes.

Conclusão

Existem diversas oportunidades de economia na fatura de energia. No entanto, grande parte das empresas, quando desejam reduzir esse custo pensam imediatamente na substituição de lâmpadas e equipamentos ou contratar medidores físicos para saber o que está deixando a fatura alta.

Com o auxílio de um profissional de gestão de energia qualificado ou de uma ferramenta é possível ter clareza de onde estão essas oportunidades de economia na fatura de energia e tomar atitudes imediatas para reduzir seu valor.

Uma ferramenta que faz essa análise e indica o potencial de economia no valor da fatura de energia é a plataforma da Beenergy, tudo sem a necessidade de um hardware (equipamento físico) ou de grandes investimentos. Com a ferramenta é possível gerenciar os gastos e ações em diferentes unidades, ter controle preciso sobre as faturas de energia e consumo, registrar ocorrências, tudo de maneira automatizada.

Peça uma demonstração da Beenergy e descubra o potencial de economia na sua fatura de energia elétrica.

 

Todos sabemos que as tarifas de energia elétrica estão ficando cada vez mais altas e reduzir custos de energia tem se tornado cada vez mais necessário. Em Santa Catarina, por exemplo, entrou em vigor no dia 22/08/2018 o reajuste tarifário da Celesc Distribuição.

Para os consumidores residenciais o reajuste médio ficou em torno de 13,15%, já para consumidores do grupo A este reajuste chegou a 15,05%! 

Portanto, nada mais sensato que tomar ações para conseguir reduzir custos de energia elétrica na sua empresa. Desde iluminação inteligente ou mais eficiente, até gerar sua própria energia, diversas são as ações possíveis.

A seguir são listadas algumas providências imediatas.

Contratos de Energia

Você já parou para avaliar suas faturas de energia e seu contrato com a distribuidora? Em uma pesquisa recente que fizemos com cerca de 80 supermercados em SC identificamos que quase 70% deles tinham oportunidades de otimização no contrato com a distribuidora com ganhos superiores a 10%.

Contrato de demanda, excedentes de reativo, ultrapassagens, etc. Além disso vale a pena avaliar outras formas de comprar energia tais como o Mercado Livre de Energia e opções de Geração Distribuída.

Iluminação Inteligente para reduzir custos de energia

Estudos e avaliações luminotécnicas do ambiente de sua empresa pode ajudar a melhor dimensionar o sistema de iluminação. Muitas vezes a quantidade e potência das lâmpadas utilizadas pode estar superdimensionada, podendo trocá-las por lâmpadas LED (em média 50% mais econômicas) e até mesmo diminuir a quantidade lâmpadas.

Troque sua iluminação por lâmpadas de LED para reduzir custos de energia.

Outra opção para melhorar a eficiência do seu sistema de iluminação, e reduzir custos de energia, é utilizar paredes e teto em cores claras, elas melhoram a refletância da luz, auxiliando na iluminação do ambiente.

Manutenção Preventiva e Motores

A manutenção constante em máquinas e equipamentos pode representar um potencial de redução de custos com energia elétrica e muitas vezes é deixada de lado.

Manutenção em condicionadores de ar e motores pode reduzir em até 5% sua conta de energia, por apresentarem um maior consumo de energia, seja por poeira ou falta de lubrificação, apresentam também menor rendimento.

Procure verificar também o dimensionamento do sistema de motores e ar condicionado. Motores superdimensionados apresentam baixo fator de potência, podendo acarretar em multas por excesso de energia reativa, além de apresentarem um rendimento inferior.

Condicionadores de ar subdimensionados promovem um maior consumo de energia por não serem capazes de climatizar o ambiente de maneira eficiente, mantendo um funcionamento praticamente ininterrupto.

Refrigeradores

Verifique a vedação das portas dos refrigeradores e freezers. Além disso, regule a temperatura do freezer para uma temperatura considerada adequada.

Esses passos podem ajudar a reduzir custos de energia consumida com o sistema de refrigeração em até 10%. Faça ainda a manutenção periódica em seus refrigeradores.

Outras ações podem e devem ser tomadas, porém estas são de impacto imediato. Fique ligado em nosso blog para saber de outras ações.

Solicite uma demonstração da plataforma Beenergy e veja como ela ajuda na gestão das faturas e na redução dos custos com energia de sua empresa.

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Uma boa gestão das faturas contribui para o aumento do controle e redução de custos com energia. Ter esse controle nas mãos é essencial para entendermos o que exatamente estamos pagando e quais ações devemos tomar, porém muitas empresas ainda possuem dúvidas básicas sobre as fatura de energia elétrica.

Dúvidas mais comuns sobre a fatura de energia elétrica

Como analisar a fatura de energia elétrica da sua empresa? Basicamente, uma fatura de energia é composta por três componentes: demanda, consumo e impostos. Sendo assim, levantamos as 9 principais dúvidas sobre a fatura de energia elétrica.

1- O que é cobrado na fatura de energia?

São cobrados a energia gerada, o transporte até o consumidor (sistema de transmissão e distribuição), tributos federais, estaduais e municipais além de um monte de subsídios governamentais (sim, a fatura de energia é uma das maneiras mais fáceis do governo cobrir seus rombos :( ).

2- O que é Grupo de Consumidor?

É a classificação dada conforme o nível de tensão fornecido pela distribuidora. Isso influencia no enquadramento tarifário.

  • Alta tensão: Grupo A
  • Baixa tensão: Grupo B

Vale lembrar que dentro do Grupo A ainda há outras subdivisões, também elencados de acordo com o nível de tensão, uma vez que a tensão destes consumidores varia de 2,3 kV a 230 kV. Conta ainda com consumidor atendido em baixa tensão, ou seja, inferior a 2,3 kV, porém atendido por rede subterrânea.

Checklist "Gestão de Energia"

3- O que é Unidade Consumidora?

É o conjunto de instalações e equipamentos elétricos, caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e que corresponde a um único consumidor. Trata-se também do número de identificação do consumidor junto a distribuidora.

4- O que é demanda?

Cobrada em unidades do grupo A a demanda exige um análise permanente, vamos aos termos:

  • Demanda

    Média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo especificado, expressa em quilowatts (kW).  (trocando em miúdos: é o quanto de energia que sua empresa precisa se você deixar tudo que precisa ligado ao mesmo tempo)

  • Demanda contratada

    Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela distribuidora, no ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados em contrato, e que deve ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento. (trocando em miúdos: é o quanto você contratou de demanda na sua distribuidora)

  • Demanda de ultrapassagem

    Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada, expressa em quilowatts (kW). (trocando em miúdos: é o quanto você consome mais do que contratou)

  • Demanda faturada x medida

    A faturada é em geral a que você tem contratada com a distribuidora e demanda medida é quanto efetivamente você utilizou, esta diferença deve ser constantemente avaliada e é uma forte oportunidade para reduzir seus custos.

5- O que é fator de potência?

Indicativo percentual da potência total fornecida convertida em trabalho, indica a eficiência do uso de energia, onde o valor perfeito de fator de potência é 1 sendo o mínimo seja 0,92. Abaixo deste valor é cobrado um valor chamado energia reativa excedente, mais conhecida como multa por fator de potência. (leia mais sobre isso aqui)

7- O que é horário de ponta e fora de ponta?

Horário de ponta refere-se ao período composto por 3 (três) horas diárias consecutivas definidas pela distribuidora considerando a curva de carga de seu sistema elétrico, aprovado pela ANEEL para toda a área de concessão, com exceção feita aos sábados, domingos, e feriados nacionais. E o horário fora de ponta compreende os demais horários.

 

8- O que é tarifa horo sazonal?

Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano.

9- O que é bandeira tarifária?

A bandeira tarifária não é multa e sim uma compensação pelo aumento no custo na geração de energia. De acordo com a bandeira é cobrado um valor adicional na tarifa de energia para compensar o aumento de custo na geração.

Conclusão

A fatura de energia é o elemento principal da gestão de energia, é a “imagem” da sua situação atual, dela podemos tirar várias conclusões (nem sempre óbvias) e determinar ações imediatas para redução de custos. Não é uma tarefa tão simples, especialmente quanto são muitas unidades consumidoras administradas.

Se você é um consumidor do grupo A, ou seja, atendido em tensão superior a 2300 V, com certeza já deve ter se deparado com alguma cobrança por excedente de energia reativa. É possível evitar essa cobrança fazendo a correção do fator de potência, já que esta cobrança só ocorre quando seu fator de potência é inferior a 0,92.

Motores superdimensionados, transformadores operando com baixo carregamento, lâmpadas de descarga, entre outros, consomem energia reativa indutiva, necessária para a formação do campo eletromagnético necessário para seu funcionamento.

A potência ativa é sempre consumida na execução de um trabalho, já a potência reativa circula entre a carga e a fonte de alimentação, ocupando “espaço” no sistema de distribuição que poderia ser utilizado para fornecer mais potência ativa (potência realmente faturada pela concessionária).

Para melhor entendimento, utilizemos um exemplo: considerando que possuímos uma carga de 100 kW com fator de potência igual a 0,70, são necessários 143 kVA. Para esta mesma carga, porém com a correção do fator de potência para 0,92, serão necessários apenas 109 kVA, representando uma diferença de 24% no fornecimento em kVA.

Portanto, o fator de potência indica qual o percentual da potência total fornecida (kVA) que realmente será transformada em potência ativa (kW), mostrando a eficiência do uso dos sistemas elétricos. Quanto mais próximo de 1,0 estiver o fator de potência, mais eficiente é o uso da energia elétrica.

Como fazer a correção do fator de potência

Primeiramente, antes de se comprar equipamentos, banco de capacitores ou serviços caros de correção de fator de potência, é necessária a análise das causas que levam a utilização de energia reativa excedentes. Dentre as diversas causas destacam-se:

  • motores e transformadores operando com pequenas cargas ou sem cargas;
  • motores e transformadores superdimensionados;
  • quantidade elevada de motores de pequeno porte;
  • máquinas de solda por indução;
  • lâmpadas de descarga: fluorescente, vapor de mercúrio, vapor de sódio – sem reatores de alto fator de potência;
  • banco de capacitores superdimensionado ou banco não automatizado.

A eliminação dessas causas passa primeiramente pela racionalização do uso de equipamento, como desligar motores operando a vazio, redimensionar equipamentos superdimensionados etc.

Checklist da gestão energética para empresas

Contudo, há casos em que essas mudanças não são possíveis e/ou não são suficientes. A partir disso, uma forma de reduzir a energia reativa consiste na limitação da sua circulação com a utilização de bancos de capacitores.

Assim, a energia reativa que anteriormente era fornecida pela distribuidora, agora passa a ser fornecida pelos próprios capacitores, liberando capacidade dos sistema.

Para a instalação do banco de capacitores se faz necessária a contratação de uma empresa especializada para dimensionar a necessidade do seu sistema. Para verificar a viabilidade econômica, considere a seguinte equação:

A = 0,17698 x Orçamento do banco de capacitores

Se o valor de “A” for menor ou igual a soma de tudo que você pagou nos últimos 12 meses com energia reativa, é viável a contratação do serviço.

0,17698 é o valor referente a 10 pagamentos anuais, calculado à taxa de 12% ao ano, considerado um período de retorno significativo para redução de energia reativa pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

Consequências do baixo fator de potência

A corrente elétrica aumenta com o excesso de energia reativa, elevando a perda de energia em forma de calor pelo aquecimento de condutores e equipamentos.

A correção do fator de potência de 0,78 para 0,92 resulta em uma redução de 28,1% das perdas desse tipo.

Além do aumento das perdas, o aumento da corrente leva a quedas de tensão mais acentuadas, podendo ocasionar interrupção no fornecimento de energia elétrica e a sobrecarga em certos elementos da rede. Esse risco é ainda acentuado nos períodos de maior utilização da rede.

A energia reativa em excesso reduz a capacidade de plena utilização da rede, condicionando a instalação de novas cargas e investimentos que seriam evitáveis se o fator de potência apresentasse valores mais altos.

Situação energética da sua empresa

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