A tarifa branca é uma nova opção tarifária para os consumidores de baixa tensão (Grupo B), geralmente residências e pequenos negócios que recebem energia em 127, 220, 380 ou 440 Volts, e para aqueles atendidos em alta tensão (Grupo A), optantes da tarifa de baixa tensão. Com a adesão da tarifa branca, os consumidores residenciais e comerciais pagarão diferentes tarifas pela energia, dependendo do dia da semana e da hora de utilização.

A Tarifa Branca entrou em vigor no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2018 e está sendo disponibilizada para as unidades consumidoras de forma gradual. Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), inicialmente esta opção tarifária estava disponível apenas para os consumidores de baixa tensão com consumo médio mensal acima de 500 kWh.

A partir de 2019 foi permitida a migração de consumidores com consumo médio mensal acima de 250 kWh. A partir do próximo ano todos os consumidores, independente da média de consumo, poderão optar por essa tarifa.

Por que a Tarifa Branca foi criada?

Esta nova modalidade tarifária tem relação direta com os custos da produção, transmissão e distribuição de energia elétrica, que variam dependendo do dia e do horário de consumo.

Como já mencionamos aqui no BLOG, o consumo de energia elétrica varia ao longo do dia. No período da madrugada o consumo é baixo, a maioria das pessoas encontram-se dormindo e os equipamentos da sua empresa encontram-se desligados, provavelmente.

No começo da manhã o consumo de energia começa a aumentar quando a empresa começa a entrar em funcionamento e as pessoas a ligarem seus equipamentos residenciais.

Durante o horário do meio dia o consumo volta a diminuir com a saída dos funcionários para o horário de almoço, e no final da tarde, quando o expediente chega ao fim, é onde se encontra o maior pico de consumo de energia elétrica no Brasil. É nessa hora que a população volta para casa e liga um grande número de equipamentos, desde televisores até condicionadores de ar.

Com base nessas variações e para incentivar os consumidores a deslocarem seu consumo para os horários de menor demanda de energia que esta nova modalidade tarifária foi proposta.

Como funciona a Tarifa Branca

Durante os dias úteis a tarifa branca terá três postos tarifários:

  • Ponta: quando há maior demanda de energia;
  • Intermediário: geralmente uma hora antes e uma hora depois do horário de ponta;
  • Fora ponta: quando a demanda por energia é menor.

Esses períodos são definidos pela Aneel e são diferentes para cada distribuidora, devido às peculiaridades de cada região de operação. Confira aqui os períodos tarifários de cada distribuidora.

Nos finais de semana a tarifa de energia não sofre alteração, ou seja, é a mesma para todas as horas do dia, e é mais barata que a tarifa convencional.

Veja o comparativo entre a Tarifa Branca e a Tarifa Convencional:

Tarifa Branca e Tarifa Convencional

Fonte: Aneel

Segundo a Aneel, antes da criação da tarifa branca os consumidores de baixa tensão contavam apenas com a tarifa convencional, que possuía um único valor de tarifa (R$/kWh) cobrado pela energia consumida, independente do dia e horário.

Leia mais: Bandeiras tarifárias: o que são e como se preparar para elas

Com a introdução da Tarifa Branca, a intenção é criar condições favoráveis para os consumidores deslocarem o seu consumo de energia elétrica dos períodos de ponta para os períodos intermediário e fora de ponta. Isto visa a melhor utilização das redes de transmissão e distribuição do sistema elétrico, reduzindo a necessidade de expansão do sistema.

Antes de migrar para a Tarifa Branca…

Caso o consumidor opte pela tarifa branca e continue utilizando energia nos horários de pico, segundo a Aneel, o valor pago no final do mês pela energia elétrica pode até aumentar.

Deslocar o uso de chuveiros elétricos e condicionadores de ar do horário de ponta e intermediário para os períodos de menor demanda (manhã, início da tarde e madrugada) traz benefícios não apenas para o consumidor, mas para o sistema elétrico como um todo.

É importante, portanto, que o consumidor, antes de optar pela migração para a tarifa branca, conheça seus hábitos de consumo, para evitar surpresas no final do mês.

Quanto maior a flexibilidade do consumidor em deslocar seu consumo de energia para os períodos fora de ponta, maiores serão os benefícios dessa modalidade tarifária. Caso seu consumo se concentre nos horários de ponta e intermediário, sem possibilidade de deslocamento, o valor da fatura pode até subir.

Como aderir à Tarifa Branca

Para aderir à tarifa branca, basta o consumidor formalizar sua opção junto à distribuidora, caso contrário, continuará no sistema convencional.  Vale lembrar que a tarifa branca não se aplica aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública.

Caso o consumidor perceba que sua migração não foi vantajosa, este pode solicitar junto à distribuidora local o seu retorno a tarifa convencional. O prazo para a distribuidora retornar o consumidor ao sistema convencional é de 30 dias. Caso este queira novamente retornar a tarifa branca, deverá aguardar um período de carência de 180 dias.

Para evitar descontentamentos com a migração, o consumidor deve comparar as duas tarifas e simular o seu consumo com base em seus hábitos atuais e verificar a possibilidade de deslocamento do mesmo. Clique aqui para fazer sua simulação no site da Copel.

Conclusão

Portanto, nada mais sensato que se planejar e efetuar um bom planejamento e estudo dos hábitos de consumo, para evitar descontentamentos e conseguir atingir a redução de custos com energia que é tão visada nos dias atuais.

Simular seus hábitos de consumo considerando as duas tarifas nem sempre é uma tarefa de fácil execução, mas pode render bons resultados. Utilizar plataformas de gestão de energia e alguns check-lists de redução de gastos pode auxiliar nesse processo, tornando seu estudo mais simples, fácil e descomplicado.

A partir de 2015, as contas de energia elétrica passaram a ter mais um componente: as Bandeiras Tarifárias. O Sistema de Bandeiras Tarifárias foi instituído pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e foi criado com o intuito de alertar os consumidores e sinalizar para estes os custos reais da geração de energia elétrica.

Esse sistema é composto por três modalidades distintas de bandeiras: bandeira verde, amarela e vermelha. Esta última, por sua vez, ainda é subdividida em dois patamares, bandeira vermelha patamar 1 e patamar 2. Elas indicam se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final em função das condições de geração de energia elétrica.

Segunda a ANEEL, cada modalidade apresenta as seguintes características:

Bandeiras tarifárias

Entenda as bandeiras tarifárias

Todos os consumidores cativos conectados às suas respectivas distribuidoras serão faturados pelo sistema de bandeiras tarifárias. Com exceção daqueles conectados a distribuidoras que pertencem a sistemas isolados, ou seja, não conectados ao SIN (Sistema Interligado Nacional).

O valor das bandeiras tarifárias é revisto anualmente pela ANEEL, e este valor é o mesmo para todo o território nacional. Contudo, como sofre incidência de impostos estaduais e federais, o valor final faturado pode variar de estado para estado para o item de Bandeira Tarifária.

Leia mais: Gestão de energia elétrica: o que é e como fazer

Durante meses chuvosos, os reservatórios das hidrelétricas conseguem armazenar água, e com isso a geração de energia pode ser predominantemente feita por essas usinas, que são mais baratas, e resultam na bandeira tarifária verde. Nos meses mais secos, principalmente durante o inverno, as hidrelétricas estão com seus reservatórios em níveis mais baixos e as usinas termelétricas acabam por aumentar a sua geração. Como produzir energia por termelétricas é mais caro, essa extra é compensado pelas bandeiras tarifárias amarela ou vermelha.

Como se preparar para mudanças

Mas se esta é uma cobrança a mais na fatura de energia elétrica, também é possível se programar para a sua mudança. No final de cada mês a ANEEL divulga qual será a bandeira tarifária do mês seguinte.

A partir de então é possível intervir com ações simples de economia de energia para evitar o pagamento de montantes expressivos com esse tipo de cobrança.

Calendário de bandeiras tarifárias

Além disso, em meses de bandeiras amarela e vermelha é importante redobrar a atenção nos maiores vilões da energia elétrica. Para as residências, a primeira atenção recai sobre os chuveiros elétricos, principalmente porque são utilizados por longos períodos durante o inverno (geralmente épocas de seca e que a bandeira tarifária costuma ficar mais cara).

Nas empresas, os sistemas de ar condicionado e aquecedores são os que mais impactam na conta de energia elétrica, por isso é importante fazer manutenções periódicas e ter atenção para que o ambiente possa manter a temperatura ideal. Nos supermercados, é preciso ainda ter atenção aos sistemas de refrigeração e iluminação.

Outra forma de reduzir o custo com energia elétrica nos meses de bandeiras amarela e vermelha é analisando as faturas e observando se a empresa está pagando multas, se é necessário rever contratos de demanda etc.

Conclusão

Sendo assim, percebe-se que o prazo para se adaptar a nova bandeira tarifária que estará em vigor no mês seguinte é apertado. A ANEEL faz esta divulgação apenas na última semana do mês anterior. Esta divulgação leva em consideração o regime de chuvas que ocorreu e que está previsto para o mês seguinte, e é avaliado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) através do PMO (Planejamento Mensal da Operação).

Cabe portanto, ao consumidor, adaptar-se rapidamente a nova bandeira tarifária do mês seguinte através da elaboração rápida de um plano de economia de energia e eficiência energética.

Contudo, sabe-se que estes planos não são de rápida construção e implementação, e entra aqui também a importância de um bom sistema de Gestão de Energia Elétrica. Através de ações pensadas exclusivamente para sua empresa é possível um constante processo de melhoria dos níveis de eficiência energética, estando sempre pronto para as revisões tarifárias e buscando continuamente economia de energia e redução de custos no processo produtivo, se preparando e evitando as surpresas com as mudanças de bandeira tarifária.

E aí, pronto para acabar com as surpresas com a cobrança das bandeiras tarifárias?

Você já percebeu que na conta de energia da sua empresa, se ela opera em alta tensão (Grupo A), sempre aparecem valores para consumo na ponta e fora de ponta? Você sabe o que é isso e por que é tão importante você dominar esse conceito? Acompanha com a gente!

O consumo de energia elétrica varia ao longo do dia. No período da madrugada o consumo é baixo, a maioria das pessoas encontram-se dormindo e os equipamentos da sua empresa encontram-se desligados, provavelmente.

No começo da manhã o consumo de energia começa a aumentar quando a empresa começa a entrar em funcionamento e as pessoas a ligarem seus equipamentos residenciais. Durante o horário do meio dia o consumo volta a diminuir com a saída dos funcionários para o horário de almoço, e no final da tarde, quando o expediente chega ao fim, é onde se encontra o maior pico de consumo de energia elétrica no Brasil. É nessa hora que a população volta para casa e liga um grande número de equipamentos, desde televisores até condicionadores de ar.

Mas e o que isso tem a ver com a sua empresa? Para os consumidores do Grupo A, ou seja, atendidos em alta tensão, a tarifa de energia elétrica e demanda é diferente durantes esses períodos de menor e maior consumo. Essa foi uma forma de incentivar as empresas a deslocarem o consumo nos horários de pico de consumo para os horários de menor consumo.

Vamos entender agora de forma prática cada tipo de período e tarifa e como ela impacta na conta de energia da sua empresa.

Período Fora Ponta e Tarifa Fora Ponta

O período fora ponta compreende o período do dia onde o consumo de energia elétrica é mais baixo, ou seja, a capacidade máxima das linhas de transmissão de energia está longe de ser atingida. Durante este período, as tarifas de energia elétrica e demanda não sofrem nenhum acréscimo. Isso ocorre principalmente para estimular o consumo durante essas horas do dia, refletindo num maior aproveitamento da capacidade das linhas de transmissão.

O período fora ponta compreende, geralmente, o intervalo das 00:00 às 17:59 e das 21:00 as 23:59, embora esse período possa variar de concessionária para concessionária.

Período de Ponta e Tarifa Ponta

É o período de três horas consecutivas, exceto sábados, domingos e feriados nacionais, definido pela concessionária, em função das características de seu sistema elétrico. No caso de Santa Catarina, por exemplo, a Celesc adota o período das 18:00 às 21:00.

Durante este período, o valor da tarifa de energia elétrica e demanda chega a três vezes o valor da tarifa cobrada nas demais horas do dia.

Este aumento nas tarifas ocorre principalmente para estimular o consumo de energia elétrica durante outros períodos do dia (período fora ponta), o que acarretaria em linhas de transmissão melhor dimensionadas para o atendimento da carga, sem necessitar de um sobredimensionamento para atendimento da demanda por energia elétrica apenas dentro deste período de 3 horas.

Por que é importante conhecer esses períodos

Como você pôde ver, o consumo de energia elétrica durante o período de ponta é bem mais caro que o consumo fora da ponta, em decorrência da tarifa de energia elétrica atingir até 3 vezes o valor de tarifa fora ponta. Conhecer o perfil de consumo da sua empresa permite, portanto, além de um melhor controle de consumo, evitar o consumo de energia elétrica durante este período em que a energia é mais cara.

Leia mais: Como economizar energia elétrica na sua empresa

Além de evitar o consumo, este pode ser deslocado para outros períodos do dia, ficando sujeito a tarifa fora ponta (bem mais barata).

Caso não se possa deslocar esse consumo ou parar as atividades durante essas três horas, a possibilidade e viabilidade de instalação de um grupo gerador pode ser indicada (mediante avaliação técnica e econômica).

Outra possibilidade é a troca de modalidade tarifária, uma vez que a Tarifa Horo Sazonal Verde (THS Verde) apresenta tarifas de consumo na ponta maiores que a Tarifa Horo Sazonal Azul (THS Azul). Em contrapartida, a THS Azul cobra também pela demanda da ponta, ao contrário da THS Verde, em que a cobrança de demanda é única para todas as 24h do dia.

Conclusão

Para que a sua empresa consiga reduzir custos com energia elétrica, conhecer seu perfil de consumo e avaliar o consumo de energia na ponta e fora ponta é de extrema importância e pode trazer resultados satisfatórios com ações simples de serem implementadas.

Através de uma boa gestão de energia e implementação de ações que levem a uma maior eficiência energética, atrelada a um acompanhamento constante do perfil de consumo, é possível detectar o consumo excessivo de energia elétrica nos períodos de ponta e avaliar ações que devem ser tomadas para contornar esse gasto, seja através de deslocamento do consumo para outros períodos do dia, utilização de grupo gerador ou mudança da estrutura tarifária.

Sistemas modernos de gestão de energia podem lhe apresentar todas essas informações de maneira rápida, prática, organizada e simplificada.

E aí, qual é o perfil de consumo da sua empresa? Quer saber se você poderia estar economizando? Fale com a gente e lhe ajudaremos a entender sua fatura.

Por que fazer gestão de energia

A gestão de energia é o meio correto e eficiente de se controlar e reduzir o consumo energético das organizações. Isto porque a gestão de energia permite reduzir os custos com este insumo, que se encontra com um preço cada vez mais elevado. Em alguns casos, a gestão de energia eficiente pode levar a uma redução de até 20% na conta de energia.

A otimização de processos é mais uma vantagem da implantação da gestão da energia nas organizações. Para ser mais competitivo, é preciso produzir mais e melhor, com o menor custo possível, e geralmente a energia é a principal vilã para que isso ocorra.

Outro benefício da gestão de energia é que ela ajuda a reduzir emissões de gases do efeito estufa já que, reduzindo-se o consumo, evita-se a produção de energia elétrica por termelétricas que são altamente poluentes.

Redução de custos

Empresas que implementam a gestão de energia e a fazem de forma eficiente geralmente são as que colhem melhores resultados para o negócio. Isso porque um dos principais resultados dessa gestão é a redução de custos. Esta redução advém tanto de ações no uso final da energia, como também em ações do ponto de vista regulatório e tarifário.

Por exemplo, é possível já conseguir uma boa redução na conta de energia apenas identificando dados nas faturas de energia que podem ser otimizados, como a demanda contratada, consumo na ponta e multas por fator de potência.

Dentro das ações no uso final da energia temos as ações de controle no consumo energético dos equipamentos, que podem variar desde operações de manutenção mais frequentes e utilização destes equipamentos de maneira mais consciente, evitando desperdícios de energia elétrica.

Melhoria nos processos produtivos

A boa gestão de energia também ajuda a otimizar os processos produtivos da organização, porque para que seja possível utilizam melhor a energia é preciso mudar hábitos e processos.

Máquinas podem estar se deteriorando e processos específicos de produção se tornando obsoletos com o passar dos anos e passarem despercebidos pelos operadores e gestores. É possível que já existam maneiras mais otimizadas de realizar uma atividade da sua empresa que consuma menos energia, por exemplo.

A gestão de energia é uma prática que deve ajudar as organizações a perceberem esses problemas rapidamente e a corrigi-los antes que causem mais prejuízos. Isso só é possível porque já existem orientações práticas e profissionais sobre como deve ser implementada a gestão de energia nas empresas, o que deu origem à ISO 50001.

Empresa mais sustentável

Outro impacto positivo de uma maior eficiência energética – resultado da boa gestão de energia – é a redução nas emissões de poluentes na atmosfera. Isto é possível porque com processos produtivos otimizados as empresas poderão produzir mais sem necessariamente precisar aumentar a necessidade do consumo de energia elétrica.

Leia mais: Gestão de energia elétrica: o que é e como fazer

Ainda, com o uso mais eficiente da energia, o sistema elétrico nacional não precisará recorrer ao uso das termelétricas (altamente poluentes), o que evitaria o despejo de poluentes e emissões de gases de efeito estufa.

Um benefício de ser uma empresa mais sustentável é o impacto positivo na imagem da organização perante a sociedade, o que gera valor para a marca e aumenta seu valor de mercado, além, claro, as recompensas financeiras, já que haverá ganhos operacionais e possivelmente aumento na produção.

Gestão de equipes mais eficiente

Assim como em qualquer área da organização, ter uma boa gestão é muito importante para ganhar produtividade e entregar bons resultados. Com a energia não é diferente. A gestão eficiente ajuda a ter controle dos processos de redução de custo com energia e mitigação de risco, além de indicar onde é necessário intervir para melhorar.

Gestão de equipe com a Beenergy

Para o gestor é essencial ter uma ferramenta de apoio, tanto operacional quanto estratégica. Com a utilização de um bom sistema de gestão de energia, as equipes de gestão podem alcançar melhores resultados, já que geralmente automatizam muitas das atividades que ainda são manuais em várias empresas, como a gestão de faturas e a organização das atividades de rotina que precisam ser executadas para manter a eficiência energética na empresa.

Conclusão: por que fazer gestão de energia?

Elencados esses fatores percebe-se que como benefício secundário, mas tão importante quanto estes já levantados, é o aumento da competitividade. Essa competitividade advém principalmente de processos produtivos otimizados ao menor custo, gerando assim maior renda, que se investida em ampliação da capacidade e eficiência gera ainda mais renda.

É por isso que a gestão de energia deve ser um esforço contínuo para encontrar novas oportunidades de economia, atacá-las e acompanhar seu progresso na obtenção de resultados de economia de energia contínuas. Gerir o consumo de energia deve ser visto como um investimento e não um gasto, mas os resultados com certeza serão muito melhores se esta estiver sempre presente e integrada nos processos normais da organização.

Além disso, com o constante avanço tecnológico, as oportunidades de redução e controle da demanda de energia elétrica vêm se mostrando cada vez mais acessíveis. Já existe a possibilidade de participação de programas governamentais e programas de resposta da demanda, que buscam um mercado de energia e uma operação do sistema elétrico cada vez mais econômica e eficiente.

Os sistemas modernos de gestão devem permitir a digitalização do gerenciamento de energia, desde a coleta de dados até os níveis de planejamento, análise de indicadores de desempenho, execução e eficientização. Devem implementar funções que facilitem o acesso à informação, processos e práticas por todos os responsáveis pelo processo, que sejam de fácil entendimento e execução, para tornar o processo de gestão e eficiência energética cada vez mais simples para todos.

Conheça a plataforma de Gestão de Energia da Beenergy.

O papel do departamento financeiro deve ir muito além da execução eficiente de rotinas administrativas e financeiras. Para se tornar estratégico nas organizações, precisa estar atento às oportunidades que estão ao seu alcance para ajudar sua empresa a aumentar as receitas ou a reduzir custos.

Neste artigo trouxemos as 4 formas mais eficientes para que o financeiro possa ter um papel mais ativo no processo de redução de custos nas empresas.

1- Negociar com fornecedores

As empresas estão constantemente comprando produtos e contratando serviços para que possam manter suas rotinas. Geralmente, cada área da organização faz seus orçamentos com fornecedores e decidem o vencedor de acordo com critérios próprios, mas é o departamento financeiro o responsável pelo fechamento do contrato e pagamento dos boletos. É nesse momento que o departamento financeiro se torna estratégico.

Em empresas com foco de crescimento em todas as áreas, o departamento financeiro tem metas e objetivos claros para conseguir o melhor preço possível com os fornecedores. Geralmente há uma pessoa especialista nessa área, geralmente uma área de compras, cujo foco é negociar descontos ou formas de pagamentos mais atraentes.

Em casos em que não é possível reduzir o custo da contratação de um serviço ou compra de um produto, o departamento pode ainda conseguir melhores condições contratuais, como exclusão de cláusula de fidelidade ou suporte personalizado, o que vai ajudar a área usuária a ser mais eficiente no uso do produto ou serviço.

2- Controlar despesas

Quando um serviço é contratado, além da negociação inicial, o departamento financeiro deve ficar atento para as oportunidades de redução que podem surgir ao longo da prestação de um serviço. Um exemplo é fatura de energia elétrica.

Um departamento financeiro focado na redução de custos não recebe e paga a fatura de energia elétrica simplesmente, ele analisa cada item da conta e seu histórico de cobrança para perceber como é possível economizar.

Nas faturas de energia elétrica, principalmente nas empresas que operam em alta tensão, é comum que as empresas paguem multas por excedente de reativo ou mesmo sejam cobrada por uma energia que já foi paga anteriormente, o que facilmente poderia ser evitado caso alguém ou alguma ferramenta fizesse essa análise constantemente.

Quer saber se a sua empresa possui oportunidade de redução de custos com a fatura de energia? Clique aqui para falar com um dos nossos especialistas.

3- Otimizar processos

Às vezes estamos há tanto tempo realizando os mesmo processos que nem nos damos conta que provavelmente já existam formas ainda mais eficientes de realizá-los. Seja contratando novas ferramentas ou mudando hábitos, otimizar processos, principalmente os de rotina, é uma excelente maneira de evitar o desperdício de tempo e, por consequência, de dinheiro na organização.

Além disso, com processos mais eficientes, o departamento conseguirá fazer ainda mais para reduzir custos ou mesmo aumentar receitas, sem que seja necessário aumentar o time. Portanto, fique sempre por dentro das novidades da área e faça benchmark com profissionais que são referência no seu setor para reproduzir as boas práticas na sua empresa.

Um processo que pode ser otimizado é o da análise das oportunidades de redução de custos com energia elétrica. Em algumas empresas já existe a preocupação com a redução desse custo, no entanto o trabalho manual realizado para passar os dados para planilhas do Excel e depois analisá-los acaba não compensando no final das contas.

Uma maneira de evitar esse trabalho e ainda conseguir economizar na fatura de energia no fim do mês é contratando uma ferramenta que faça a gestão de faturas e das oportunidades de redução, como a ferramenta da Beenergy.

4- Capacitar o time de vendas

Outra forma que o departamento financeiro pode atuar para impactar positivamente nos resultados da empresa é capacitando o time de vendas para que eles aprendam a lidar com os departamentos financeiros das empresas para quais eles vendem.

Em empresas em que o financeiro será o usuário da ferramenta, é importante que o time de vendas entenda o comportamento do profissional dessa área para que ele possa superar todas as barreiras de negociação e fechamento de uma venda.

Em outros casos, o financeiro pode ser o último a “bater o martelo” na negociação de um serviço ou produto, e caso o vendedor não saiba lidar com essa situação, a venda pode ir por água abaixo. Nesses casos, é importante que o vendedor seja capacitado no sentido de aprender a negociar e consiga fazer uma venda que valha a pena para ele e para o cliente.

Conclusão

O departamento financeiro das empresas há muito tempo deixou de ser apenas um executor de rotinas administrativas e financeiras. Agora ele é visto como uma área estratégica, que deve atuar de forma direta no bom desempenho financeiro das organizações.

Um profissional dessa área que deseja se destacar, precisa, portanto, ser proativa e estar constantemente atuando para ajudar sua empresa a reduzir custos ou mesmo para aumentar receitas. Se você é esse profissional e está procurando novas oportunidades de redução de custo para a sua empresa, fale com a gente.

A ISO 50001 é a norma de Gestão de Energia, reconhecida mundialmente, que estabelece um sistema para que seja implantada a Eficiência Energética dentro das indústrias, instalações comerciais e em empresas como um todo.

Essa ISO existe para realizar, de forma mais eficiente e correta, o gerenciamento de energia dentro das empresas e melhorar a integração com o meio ambiente, por meio de um consumo consciente da energia, redução das emissões de gases, realizando eficiência energética e aproveitando da melhor maneira possível os recursos.

O que é a ISO 50001

De acordo com o Guia NBR ISO 50001 de Gestão de Energia, a norma foi desenvolvida pelo ISO Technical Committee (TC) 242 – Energy Management e publicada em 15 de junho de 2011. No Brasil quem disponibilizou essa norma foi a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e é denominada como ABNT NBR ISO 50001.

Em 2015 houve uma revisão da ISO 50001 com a intenção de incorporar à norma uma estrutura padrão dos sistemas de gestão da ISO – a Estrutura de Alto Nível (High Level Structure- HLS) – e assim ter uma melhor relação entre a estrutura do PDCA e os elementos do HLS agregados em sua estrutura.

Para dar maior suporte à aplicação da norma e facilitar seu entendimento, foram criadas normas adicionais, focadas também em Gestão de Energia.

  • ABNT NBR ISO 50002 – Diagnósticos energéticos – Requisitos com orientação para uso;
  • ABNT NBR ISO 50003 – Sistemas de gestão de energia – Requisitos para organismos de auditoria e certificação de sistemas de gestão de energia;
  • ABNT NBR ISO 50004 – Sistemas de gestão de energia – Guia para implementação, manutenção e melhoria de um sistema de gestão de energia;
  • ABNT NBR ISO 50006 – Sistema de gestão de energia – Medição do desempenho energético utilizando linhas de base energética (LBE) e indicadores de desempenho energético (IDE) – Princípios gerais e orientações;
  • ABNT NBR ISO 50015 – Sistemas de gestão de energia – Medição e verificação do desempenho energético das organizações – Princípios gerais e orientações.

O objetivo é conseguir reconhecer internacionalmente, dentro da empresa, a aplicação da eficiência energética junto às práticas de gestão e manufatura, em qualquer segmento.

Como funciona a ISO 50001?

A ISO 50001 foi desenvolvida para que sua implantação seguisse o modelo do ciclo do PDCA – Planejar, Executar, Verificar e Agir.

Ciclo PDAC da ISO 50001

Primeiro deve-se realizar uma pesquisa dentro da própria empresa, levantando em consideração as características energéticas de todas as áreas. Após esse estudo já pode-se implementar o PDCA, conforme as seguintes etapas:

  • Planejar: a Gestão Energética em cima da pesquisa realizada;
  • Fazer: controlar o uso da energia dentro da empresa;
  • Verificar: monitorar o que está sendo feito;
  • Agir: melhorar o desempenho da verificação.

Aplicando esse método, a empresa começa a ter vantagens no curto e no longo prazo, pois melhora a sua forma de consumir a energia, buscando a redução do consumo e o aumento da eficiência. Além disso, também reduz a emissão dos gases do efeito estufa e os impactos ambientais. Ganha a empresa e a sociedade.

A minha empresa pode ter a certificação da ISO 50001?

Sim! Todas empresas podem aderir à norma para ter uma melhor gestão da sua energia consumida e assim diminuir seus impactos financeiros.

Mas, claro, existem algumas exigências para obter a certificação. Veja algumas delas:

  • A empresa deve desenvolver uma política para o uso mais eficiente da energia;
  • Melhorar a forma de consumir sua energia, através de novas tecnologias;
  • Implantar uma boa comunicação com as áreas;
  • Aprimorar sua gestão energética através de projetos que reduzam a emissão de gases no efeito estufa;
    Medir os resultados;
  • Melhorar continuamente a gestão da energia.

Implementar a certificação com todos os processos e regras a serem alteradas impacta na cultura da empresa, e isso parte do princípio que pessoas tenham que mudar seus pensamentos e rotinas. O que de fato não é uma tarefa simples, pois barreiras podem ser criadas.

Para sua efetiva implementação, portanto, são essenciais os acompanhamentos gerenciais por área, e transformar todas as ações em projetos ou eventos, para que assim os colaboradores sejam incentivados e consigam mudar sua maneira de pensar e agir perante a eficiência energética e o meio ambiente.

Última dica

Como já existe uma norma para a gestão de energia, é importante que todos os seus fornecedores, seja de mão de obra ou mesmo de tecnologias, sigam o que estabelece a ISO 50001. A Beenergy, por exemplo, desenvolveu toda a sua plataforma de acordo com os princípios fundamentais desta ISO. Quer conhecer melhor a plataforma? Clique no banner e solicite uma demonstração com um especialista.

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Você já deve ter visto na fatura de energia da sua empresa um item chamado “demanda”, mas você sabe exatamente o que isso significa e por que é muito importante você ter atenção a ele? Primeiro, você deve saber que esse item é negociado com a sua concessionária de energia por meio da celebração de um contrato de demanda de energia.

Nesse contrato, as empresas negociam com a concessionária uma demanda de energia contínua que a organização poderá utilizar durante um período determinado por um valor combinado.

Confuso? Vamos detalhar melhor a seguir.

O que é a demanda de energia?

Demanda é a capacidade máxima que é exigida do sistema elétrico da sua empresa em um determinado momento. O correto planejamento dessa demanda, portanto, garantirá que sempre tenha energia disponível ao estabelecimento, mesmo quando for necessário ligar todos os equipamentos elétricos ao mesmo tempo.

Isso acontece porque as cargas das indústrias e dos comércios, que são formados por motores, inversores, transformadores e iluminação, são alimentados pelas Distribuidoras e suas Subestações, e elas precisam conhecer o limite máximo de utilização de energia que será requerido durante um determinado período pela sua organização.

Resumidamente, o limite máximo de demanda é calculado com o somatório de todas as cargas instaladas em cada unidade consumidora que podem operar simultaneamente. Ao firmar contrato com a distribuidora, é fixada uma quantidade de quilowatts que pode ser uma medida única ou segmentada por horário do dia e período do ano, conforme a estrutura tarifária em que melhor se enquadrar.

Quem deve ter um contrato de demanda de energia?

Existem unidades no Sistema Elétrico Brasileiro que são ligadas direto na alta tensão. Essas unidades são denominadas de Grupo A, e são elas que precisam firmar um Contrato de Demanda com a Distribuidora.

Assinando o contrato de demanda de energia

Este acordo obriga os consumidores de alta tensão a se manterem dentro dos limites da carga que são especificados no contrato. Assim, a concessionária evita uma sobrecarga no sistema por falta de planejamento por parte do consumidor em relação à sua demanda contratada de energia.

Além disso, a empresa precisa decidir se irá contratar uma única demanda para todos os horários do dia (tarifa horária verde) ou se quer uma demanda para o horário de ponta e outra para o horário fora de ponta (tarifa horária azul), com tarifa diferenciada para cada horário.

Leia mais: Onde estão as oportunidades de economia na fatura de energia

A tarifa horária verde é destinada aos consumidores com baixo fator de carga no horário de ponta, com capacidade limitada de modulação neste mesmo horário. Já a tarifa azul é destinada a consumidores que têm alto fator de carga no horário de ponta, com capacidade de modulação de carga neste horário.

Um ponto importante é não confundir demanda com consumo de energia. Os consumidores do Grupo A pagam tanto a demanda que contratam quanto o que consomem de energia de energia. Mas enquanto o consumo é fácil de entender como é faturado, já que ele é apurado por medição, a demanda requer mais atenção.

Faturamento da demanda contratada

O faturamento da demanda é o valor mínimo que a unidade consumidora irá pagar sobre o total contratado para o período, mesmo que ela não use toda a demanda contratada. Porém, se o consumidor ultrapassar a demanda contratada, a distribuidora aplicará uma multa, onde a tarifa do quilowatt excedido passa a custar três vezes o valor da demanda contratada.

O consumidor do Grupo A tem uma margem de tolerância que é estabelecido conforme o nível da tensão de atendimento fixado para a sua unidade.

As unidades consumidoras do Grupo A atendidas em nível de tensão igual ou inferior a 34,5 kV possuem limite de tolerância de 10% acima da demanda contratada.
As unidades consumidoras atendidas em níveis de tensão superiores a 34,5 kV, o limite de tolerância será de 5% acima da demanda contratada.

Leia mais: As 9 dúvidas mais comuns sobre a fatura de energia

Então quando o valor da maior demanda medida ao longo de um determinado ciclo de faturamento for superior ao valor da demanda contratada no período, considerando a margem de tolerância, esse consumidor será multado com a tarifa de ultrapassagem de demanda sobre a diferença entre a demanda medida e a demanda contratada.

É possível reduzir os custos com a Demanda Contratada?

Sim, é possível!

Primeiro, é necessário conhecer seu contrato de demanda e verificar se existem ultrapassagens. Na fatura, a concessionária indicará como demanda contratada ultrapassada e estará sendo cobrada multa.

Ao longo de um ano, o valor das multas por ultrapassagem pode ser muito representativo para a sua empresa, por isso a importância de se ter uma boa gestão de energia! Assim, evita-se desperdício dos recursos da empresa.

É possível acabar com esses valores extras modificando o contrato de demanda, por exemplo, sempre que a empresa perceber que irá precisar de mais ou de menos demanda. Claro que para isso acontecer a empresa deve executar duas ações rotineiramente: 1- monitorar transformadores, lâmpadas, máquinas ligadas no mesmo horário etc. e 2- analisar a fatura de energia para identificar padrões de redução de demanda, ultrapassagens constantes etc.

A Beenergy pode ajudar sua empresa a ter uma melhor gestão dos contratos de energia ajudando a reduzir seus custos com energia elétrica a partir da gestão de fatura. Clique no banner abaixo para solicitar uma demonstração gratuita da ferramenta.

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O Setor Elétrico Brasileiro é dividido em grandes segmentos que compõem toda a cadeia de energia elétrica do nosso país. No final dessa cadeia encontram-se os consumidores, que podem atuar em dois ambientes de contratação de energia, o Mercado Cativo e o Mercado Livre. Você sabe quais são as principais diferenças entre o mercado cativo e o mercado livre de energia e as vantagens e desvantagens de cada um?

O Mercado Cativo e o Mercado Livre existem paralelamente conduzindo as negociações de compra e venda de energia elétrica. A diferença é que no Mercado Cativo, ou Ambiente de Contratação Regulada – ACR, os consumidores são atendidos pelas distribuidoras de energia que possuem concessão para vender energia naquela região.

Enquanto isso, no Mercado Livre a compra é feita pelos consumidores diretamente das comercializadoras, através de contratos bilaterais com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume etc.

Confuso? Não se preocupe, abaixo detalhamos melhor a diferença entre os dois tipos de mercado e as vantagens e cada um.

Diagrama com a diferença entre o mercado livre e o mercado cativo.

Mercado Cativo de Energia

Primeiro, é preciso saber que o Mercado Cativo (ACR) é destinado à compra e venda de energia elétrica entre geradores, importadores de energia e distribuidores, que adquirem energia visando atender à carga dos consumidores que não têm a opção de escolher seu próprio fornecedor, como residências, supermercados e comércios em geral.

Nesse mercado, as distribuidoras contratam energia das geradoras por meio de leilões autorizados pelo governo e órgãos do setor que regulam, contabilizam e instituem regras. Os leilões de energia são regidos por leis, decretos e regras descritas especialmente para a contratação de energia no ACR. Assim, as distribuidoras adquirem energia elétrica com o menor preço possível e repassam aos consumidores que estão dentro da sua área de concessão.

Hoje, os consumidores cativos são obrigados a estar abaixo de uma distribuidora de energia, que também tem apenas opção de contratar energia através desses leilões regularizados pelo governo.

Outra característica do Mercado Cativo é que cada unidade consumidora paga apenas uma fatura de energia por mês, que inclui o serviço de distribuição, a geração da energia e as tarifas, que são reguladas pelo governo.

Leia mais: Onde estão as oportunidades de economia na fatura de energia

Quem são os consumidores cativos?

São cativos, obrigatoriamente, os consumidores com demanda abaixo de 500kW, que adquirem energia através da Distribuidora local. Esses consumidores são divididos em dois grupos:

  • GRUPO B (Baixa Tensão)
  • GRUPO A (Alta Tensão)

Nesse ambiente, predomina-se o monopólio, em que quem dita as regras é o governo através de seus órgão reguladores.

Mercado de Energia no Brasil

As Geradoras de energia, através dos leilões, ofertam energia elétrica para as Distribuidoras que só podem comprar dessa forma, e vence o leilão quem ofertar o menor preço. A Distribuidora repassa essa energia e o seu valor, de acordo com a necessidade dentro do período contratado, para os consumidores por meio das tarifas na conta de energia.

Mercado Livre de Energia

No Mercado Livre (ACL) os agentes de mercado praticam a livre negociação, com foco nos melhores preços, flexibilidade de contratos e uma boa economia financeira. Esse ambiente é composto por agentes de geração, produtores independentes, importadores e exportadores de energia, comercializadoras e consumidores livres, que são os grandes consumidores do Setor Elétrico Brasileiro como as indústrias e os shoppings.

O mercado livre se desenvolveu muito com a migração de grandes consumidores industriais e comerciais, que tinham a intenção de reduzir custos com incentivo de negociar produtos adequados às necessidades de cada consumidor. Negocia-se nesse mercado livremente, por meio de contratos bilaterais, a compra e venda de energia, reduzindo seus custos.

Atuam no Mercado Livre ofertando energia as geradoras, autoprodutores, geradores independentes e as comercializadoras. Atuam comprando energia os consumidores livres e os consumidores especiais.

Funcionamento do Mercado Livre de Energia

Isso tudo é muito interessante e atraente, porém não é qualquer tipo de consumidor que pode migrar para o mercado livre!

Quem pode migrar para o Mercado Livre de Energia

Existem leis, regras e penalidades muito rígidas para migração de novos consumidores. O consumidor que tem interesse em migrar para o ACL deve cumprir algumas regras impostas pela legislação, como se enquadrar dentro dos limites de carga. Veja outras características que sua empresa precisa ter para migrar para o Mercado Livre de Energia.

Demanda kW Data de Conexão Tensão (kV) Classificação
Inferior a 500 Cativo (Não pode migrar para o ACL)
De 500 a 2.999 Potencialmente Livre Especial
Superior a 3.000 Antes de Jul/95 Inferior a 69 Potencialmente Livre Especial
A partir de 69 Potencialmente Livre
Após Jul/95 Potencialmente Livre
  • Então, se você é um consumidor com carga superior ou igual a 3MW, que seja atendido em uma tensão maior ou igual a 69 kV, pode escolher como contratar seu fornecimento de energia.
  • Caso você seja um consumidor que se conectou após julho de 1995 e tem carga igual ou superior a 3MW em qualquer tensão, sua escolha é livre.
  • Consumidores com carga superior ou igual a 500kW e inferior a 3.000 kW também podem participar do mercado livre, desde que a energia comprada seja oriunda de fontes alternativas.
  • E se você é um consumidor com carga abaixo de 500 kW pela legislação é obrigada a estar no mercado cativo.

O consumidor deve solicitar a migração para o mercado livre na sua Distribuidora e ter ciência de que para retornar se necessário ao Mercado Cativo o processo é o mesmo da migração. Porém o pedido de retorno deve ser feito com 5 anos de antecedência e a Distribuidora tem esse período para autorizar ou não a volta.

Recebendo a autorização da Distribuidora para a migração, o consumidor deve informar sua carga ao Poder Concedente e será o responsável por contratar a totalidade desta carga, ficando sujeito a penalidades por desvios ou não cumprimento das regras necessárias.

O consumidor livre pode negociar seus contratos de energia de acordo com o tamanho da sua carga e conforme as regras vigentes do setor. Existe dentro da ACL o mercado de curto prazo ou spot, onde se realiza a liquidação das sobras e déficits dos contratos do mês de referência.

As diferenças apuradas entre o contratado e o consumido são contabilizadas no mercado spot ao Preço de Liquidação das Diferenças – PLD, que é estabelecido a partir de um modelo computacional.

Checklist "Gestão de Energia"

Somente sobras e déficits são contabilizados no mercado spot, pois os montantes contratados bilateralmente são faturados e liquidados nos termos previstos no próprio contrato.

Vantagens e Desvantagens do Mercado Cativo e do Mercado Livre

As principais vantagens e desvantagens do Mercado Cativo e do Mercado Livre estão ligados ao quão estruturada está a sua gestão de energia, pois apesar de mais atrativo, o Mercado Livre exige uma gestão mais organizada da energia. Veja abaixo as principais vantagens e desvantagens de cada mercado.

Vantagens do Mercado Cativo

  • O valor pago pela energia já inclui o custo da energia e do serviço de uso da transmissão e distribuição – serviço de fio, o que simplifica o processo de cobrança e pagamento da fatura.

Desvantagens do Mercado Cativo

  • O valor da tarifa é reajustado anualmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para cada Distribuidora, ficando sujeito à esta variação anual;
  • O Consumidor não negocia suas contratações, seguindo apenas o que a Distribuidora determina.

Vantagens do Mercado Livre

  • Existe liberdade de escolha de quem comprar e como comprar energia, negociando livremente os acordos contratuais;
  • Os preços da energia em relação ao Mercado Cativo são mais atrativos, trazendo maior economia;
  • Maior flexibilidade na compra de acordo com o seu perfil de carga e sazonalidade de consumo;
  • Contratação da energia através de contratos bilaterais com preços e condições totalmente negociáveis a longo e curto prazo;
  • Melhor previsão orçamentária, pois os índices de reajuste são previamente acordados.

Desvantagens do Mercado Livre

  • Sem uma gestão adequada, o consumidor pode comprar mais ou menos energia do que foi utilizado, o que pode acarretar em penalidades e gastos desnecessários;
  • O Mercado Livre é mais complexo (contratos, faturas, gestão etc.) e exige uma gestão de energia mais organizada para não correr riscos.

Conclusão

Se você é um consumidor que se enquadra dentro dos limites de carga existentes é vantajoso migrar para o Mercado Livre. O seu principal benefício é a redução dos custos, pois as empresas passam a negociar o preço, prazo da sua energia, conseguem adequar melhor o seu consumo e ter previsibilidade orçamentária, não ficando sujeito às variações do Mercado Cativo.

Agora se você é um consumidor que não se enquadra nas regras do ambiente livre, então está no ambiente cativo e depende dos valores tarifários que a distribuidora repassa. Para minimizar seus custos com sua fatura de energia é necessário fazer uma boa gestão como um todo de forma eficiente, buscando melhorias através da eficiência energética.

A Beenergy possui uma plataforma desenvolvida pensando nesses consumidores do Mercado Cativo e que ajuda a reduzir até 20% os custos com energia elétrica. Clique aqui para solicitar uma demonstração gratuita da plataforma.

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Gestão de energia elétrica é comprar bem a energia (R$/kWh), utilizar bem a energia (kWh/produção) e fazer isso com a menor quantidade possível de recursos (pessoas/equipamentos/processos). Assim, seu principal objetivo é ajudar as empresas a alcançarem a eficiência energética e se manterem eficientes ao longo do tempo, produzir mais com menos energia (R$/produto).

Esquema da gestão de energia elétrica

Este termo tem gerado confusão na oferta de serviços ao mercado, de um lado alguns fabricantes de sistemas de medição de outro lado empresas que administram portfólios de energia dos seus clientes.

O fato é que gestão depende de ação e não de produto (que é apenas um meio), é realizar as atividades certas, da maneira correta, no momento certo com os recursos, fornecedores e pessoas certas.

Para ajudar as organizações a implementarem ações de gestão melhoria contínua e, assim, adotarem a gestão de energia em suas rotinas, foi criada a ISO 50.001, norma internacional desenvolvida para apontar as melhores práticas de gestão de energia e eficiência energética.

Gestão de energia elétrica segundo a ISO 50.001

A ISO 50.001 é uma norma que estabelece um conjunto de ações e práticas para permitir que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho energético, incluindo a eficiência energética, uso e consumo.

Segundo o site da Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), “esta Norma é aplicável a todos os tipos e tamanhos de organizações, independentemente de condições geográficas, culturais ou sociais. A implementação bem sucedida depende do comprometimento de todos os níveis e funções da organização e, especialmente, da gestão de topo”.

Checklist "Gestão de Energia"

Assim como a já conhecida ISO 9001, esta norma baseia-se em um modelo de gestão de melhoria contínua, e isso torna mais fácil para as empresas adotarem o gerenciamento de energia como prática diária.

Para que uma organização obtenha a ISO 50.001 é preciso:

  • Desenvolver uma política para o uso mais eficiente da energia;
  • Fixar metas e objetivos para atender a essa política;
  • Usar dados para melhor compreender e tomar decisões sobre o uso de energia;
  • Medir os resultados;
  • Rever como a política funciona;
  • Melhorar continuamente a gestão da energia.

Uma forma para que as empresas, principalmente as grandes consumidoras, consigam praticar essa gestão seguindo o preceito da melhoria contínua é implementando a gestão por meio do modelo do ciclo PDCA, utilizado em milhares de empresas para controlar e proporcionar melhoria contínua de processos, produtos e serviços.

Planejamento

Primeiramente, a empresa precisa se planejar. Para isso, é preciso estabelecer os objetivos e metas que se quer atingir com a gestão e estruturar os processos necessários para alcançar tais resultados. Isso, no entanto, só será possível se a empresa tiver ciência da sua situação atual e das consequências de manter tudo como está, saber o que é possível fazer para praticar a gestão de energia elétrica e conhecer melhores práticas e tecnologias utilizadas no mercado.

Para que a sua empresa possa compreender qual é sua situação atual, é possível lançar mão de medir seu consumo de energia, ter controle sobre seus contratos de demanda, avaliar sua infraestrutura, enfim, coletar todos os dados possíveis para ter um diagnóstico completo e claro da situação energética do negócio.

Desenvolva o plano para ter eficiência energética

Quando sua empresa tiver um diagnóstico sobre a situação da energia elétrica e um planejamento adequado, é hora de executar o plano. É nessa etapa que serão gerados dados e métricas essenciais para as tomadas de decisão futuras. Portanto, é preciso seguir a risca o planejado e coletar todas as informações para gerar indicadores precisos.

Dependendo do que sua empresa planejou, é hora de trocar ou fazer manutenção de equipamentos, rever seu contrato de energia, buscar alternativas sustentáveis, processos mais eficientes, etc. Lembre-se, porém, de todas as ações devem ser mensuráveis para que seja possível calcular seu impacto no objetivo e nas metas traçadas.

Cheque os resultados obtidos

Crie uma rotina de análise dos seus resultados. Algumas métricas devem ser visitadas toda semana, mas algumas somente uma vez por mês. Mas nunca deixe de olhar nenhum dado ou métrica e atualizar seus indicadores.

Além disso, compare os resultados com o que foi planejado, com o que foi alcançado em meses anteriores e também com o mesmo período do ano passado para prever tendências ao longo do tempo.

Checar os resultados periodicamente é importante também para que, caso necessário, você possa adequá-lo a mudanças no planejamento, processos ou situação da empresa.

Hora de agir!

Esse é o momento de tomar ações corretivas sobre as diferenças significativas entre os resultados reais e planejados. A empresa precisará indicar onde deve aplicar as mudanças que incluem a melhoria de processos ou até mesmo do produto ou serviço.

Após as análises, portanto, a empresa deverá saber se as ações que precisa implementar são corretivas (quando o que foi executado não está de acordo com o que foi planejado), preventivas (quando a empresa vislumbra algum problema em potencial que a impeça de executar suas ações futuras e atingir o objetivo proposto) ou de melhoria contínua.

Tecnologias para a gestão de energia elétrica

É importante que as empresa façam uso das tecnologias disponíveis. Elas devem ajudar, por exemplo, a aumentar a produtividade de quem faz a gestão de energia, organizar as atividades e simplificar a gestão apontando de forma automatizada o que, como e quando deve ser feito para que se alcance eficiência energética.

Essas tecnologias podem ser apenas software, só hardware ou ambos, mas os resultados que entregam devem ter retorno atrativo sobre o investimento feito.

Além disso, essas tecnologias devem gerar indicadores para que a organização possa tomar ações de correção ou mesmo de melhoria contínua. A partir dessas informações, tecnologias inteligentes indicarão as ações que precisam ser executadas.

Conclusão

Fazer gestão de energia elétrica é o primeiro passo para que as organizações possam reduzir custos de forma eficiente, sem impactos negativos em sua operação.

É ainda importante que a gestão de energia seja feito seguindo os preceitos da ISO 50.001, de melhoria contínua em busca da eficiência energética. Para isso, é possível seguir o ciclo PDCA, por exemplo.

Você tem alguma dúvida sobre gestão de energia? Fale com um dos consultores da Beenergy.

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Como a Beenergy ajuda a reduzir custos com energia

A energia elétrica é um dos principais custos de diversos segmentos de negócios. Mesmo na hora de cortar despesas, onde tudo “entra na faca”, as organizações não aproveitam todo o potencial para reduzir esse custo.

Porém, hoje já existem soluções que fornecem informações e ferramentas necessárias para se alcançar a eficiência energética. Neste artigo, vamos mostrar como a Beenergy pode ser uma aliada na redução de custos com energia elétrica na sua empresa.

Primeiro passo para reduzir custos de energia

Geralmente, quando se pensa em redução de energia, já imaginamos que será necessário trocar ou fazer manutenção de equipamentos, iluminação etc. Antes, porém, é preciso entender sua situação atual, traçar um objetivo, pensar nas melhores estratégias e só então realizar as ações necessárias para atingir este objetivo.

Por isso, redução de custos com energia passa necessariamente por uma boa gestão de energia.

Uma boa gestão de energia, no entanto, compreende três aspectos fundamentais: comprar bem a energia (R$/kWh), utilizar bem a energia (kWh/produção) e fazer isso com a menor quantidade possível de recursos (pessoas/equipamentos/processos).

Desta maneira teremos o menor custo por produto, seja qual for seu segmento (R$/produto).

Diagrama da gestão de energia

Tendo consciência disso, a empresa deverá usar seus dados (faturas de energia, histórico e hábitos de consumo, informações de infraestrutura) para decidir e controlar as ações (o que, como, quando, quem, quanto) que devemos realizar para reduzir os custos com energia elétrica.

Parece complicado, mas a Beenergy desenvolveu sua plataforma para ajudar a implementar uma gestão de energia simples, organizada e eficiente.

Gestão de Unidades Consumidoras

O ponto de partida é cadastrar suas unidades consumidoras com suas informações básicas e de infraestrutura, um dos itens que a plataforma utiliza para indicar oportunidades.

A plataforma foi pensada para termos a visão de todas as de unidades, grupos, ou unidades individuais. Dessa forma, damos ao gestor uma visão ampla da situação de todo o negócio e das ações que podem ser implementadas.

Além disso, geramos indicadores e comparamos a performance das unidades, distribuindo as tarefas e registrando as ocorrências de cada uma.

Leia mais: Como reduzir custos de energia em supermercados

Tudo o que a plataforma gera é com o objetivo de facilitar o acesso às informações e dar ao gestor o controle necessário para reduzir custos com energia elétrica.

Gestão de faturas e custos

O principal item da sua gestão certamente é a fatura de energia. Uma boa gestão de faturas é o primeiro passo para reduzirmos os custos.

Fatura de energia elétrica

É da fatura de energia que vem os dados para elaborarmos bons contratos com as distribuidoras, decidirmos quais as melhores opções de compra de energia, definirmos metas e objetivos e evitar multas, ultrapassagens e outras surpresas.

A fatura de energia é o input principal da plataforma, que transforma dados das faturas em informações claras, facilitando o entendimento e dando suporte às melhores decisões.

Uma funcionalidade legal é que a plataforma insere automaticamente as faturas de energia elétrica, assim você não vai mais perder horas atualizando planilhas e analisando o que precisa ser feito (você sabe o trabalho que isso dá).

Oportunidades de economia

Com base na análise das faturas de energia elétrica, a Beenergy indica o que fazer, como fazer e a hora que deve ser feito com relação a contratos de demanda, enquadramento tarifário, fator de potência, contestação de faturas, consumo indevido e ultrapassagens, ou seja, as análises básicas que temos que fazer todos os meses (mas que dá trabalho fazer manualmente).

Além de automatizar estas ações relativas ao contrato com a distribuidora de energia, a plataforma indica as melhores opções de compra de energia conforme sua região e perfil: mercado livre, geração distribuída, programas de eficiência, geração na ponta etc.

Leia mais: Onde estão as oportunidades de economia na fatura de energia

Como estamos evoluindo nossa plataforma constantemente novas funcionalidades sempre serão disponibilizadas oferecendo mais oportunidades sempre com foco na redução de custos.

Gestão de tarefas e histórico

De nada adianta você gerenciar suas faturas e ter as oportunidades identificadas se as ações não são realizadas. Pensando nisso adicionamos uma funcionalidade para facilitar a organização e realização das tarefas.

Com essa funcionalidade, o gestor pode agendar as ações que precisam ser executadas, indicar um responsável para a sua execução, colaborar para a resolução de tarefas e acompanhar o andamento por meio dos comentários.

Além das tarefas, outra funcionalidade importante é o histórico. Ele é essencial para que as empresas tenham o registro de todas as ações que são realizadas, como alterações de contrato e instalação de novos equipamentos, e outras ocorrências que impactem na operação e nos custos da empresa, como paradas de geradores, turnos extras, etc.

Com o histórico é possível ter mais clareza qual ação proporcionou uma redução maior e avaliar o ROI dela e quais ocorrências impactam no custo.

Conclusão

Para reduzir custos de energia nas empresas é preciso ação e gestão. É importante, portanto, ter dados, informações e ferramentas que permitam você entender qual a sua situação atual, quais ações precisam ser realizadas e quais oportunidades sua empresa possui para reduzir custos. Tudo isso vai auxiliar a sua empresa na tomada de decisões.

A Beenergy atua como um clínico-geral para as empresas: o médico faz um diagnóstico a partir dos sintomas que descritos e exames realizados, e a partir daí orienta o melhor tratamento, especialista ou remédio para resolver seu problema.

Como o clínico-geral, a Beenergy utiliza os dados da fatura da empresa para ajudar a controlar, organizar e tomar decisões para reduzir seus custos com energia. Ela indica os problemas e oportunidades de melhoria, além de ferramentas para que sua gestão seja a mais simples possível.

Ah, sem nenhum hardware e nem grandes investimentos, e com uma implementação super simples.

Quer conhecer melhor a Beenergy e saber como ela pode ajudar a sua empresa a deixar de perder dinheiro com energia elétrica? Fale com nosso consultor.

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